A despeito da queda, a cesta básica de Fortaleza ainda é a mais cara das seis capitais do Nordeste estudadas pelo Dieese. Para comprar o conjunto completo dos itens considerados essenciais, é preciso desembolsar R$ 647,92. Os produtos que puxaram para baixo o valor da cesta foram o tomate (-17%), óleo (-4,57%) e leite (-3,88%). Farinha (4,41%), feijão (2,45%) e o pão (1,48%), por sua vez, apresentaram aumento.
As maiores quedas no custo da cesta básica ocorreram em Recife (-4,65%), Belo Horizonte (-3,72%), Brasília (-3,67%) e João Pessoa (-3,42%). Por outro lado, houve aumento no preço das cestas de Porto Alegre (0,65%), São Paulo (0,37%), Belém (0,24%) e Curitiba (0,13%).
Com base no valor da cesta mais cara, que em março foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para cobrir despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário mínimo ideal deveria ser de R$ 6.571,52, o que significa que ele deveria ser cinco vezes maior do que o salário mínimo atual, de R$ 1.302.
O Otimista com informações da Agência Brasil