Sexta, 26 de Junho de 2026
20°C 33°C
Santa Quitéria, CE
Publicidade

Reforma da creche Antônia Cilene volta pra estaca zero; pais continuam preocupados e aguardam por definição

Reforma da creche Antônia Cilene volta pra estaca zero; pais continuam preocupados e aguardam por definição

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
17/04/2023 às 20h04 Atualizada em 17/04/2023 às 20h04
Reforma da creche Antônia Cilene volta pra estaca zero; pais continuam preocupados e aguardam por definição
Foto: Reprodução

Há cerca de duas semanas, uma mobilização ocorreu nas redes sociais, inclusive com abaixo assinado virtual, para pressionar a gestão a começar a reforma, que deveria ter iniciado em agosto do ano passado, porém não ocorreu, bem como ofertar algumas melhorias e mais segurança na estrutura onde estão abrigados temporariamente, no caso, o prédio do Centro Vocacional Tecnológico (CVT).


As 208 crianças foram tiradas do imóvel onde funcionava, com a promessa que a obra logo se iniciaria, enquanto as mães e a própria direção cobravam respostas. Passaram-se oito meses e nada foi feito, a não ser reconhecer, por parte da Prefeitura, que foi um erro e impensado retirá-las antes do processo licitatório finalizado.

O temor se iniciou a partir da onda de ataques a escolas por todo o país, e que despertou os pontos vulneráveis de segurança do CVT e mais que isso, a necessidade de adaptar intervenções nas salas e banheiros ao passo que permanece sem previsão. O abaixo-assinado na plataforma Avaaz reuniu mais de 130 assinaturas.

Na segunda passada (10), os então secretários de Infraestrutura e Educação, Raimundo Parente e Eliane Maciel, estiveram visitando, conversando com as mães, vendo o que poderia ser feito a priori e chegaram até dar um prazo de 60 dias para que começasse a reforma. No entanto, com a turbulência administrativa, os dois foram exonerados das respectivas pastas.


De acordo com a diretora da creche, Dauci Freire, algumas medidas paliativas estão sendo adotadas, como a inserção de mais um vigia por turno, portões fechados durante as aulas, manutenção de ventiladores nas salas e rondas feitas pela Polícia Militar, semelhante à outras escolas.

Por enquanto, a Secretaria de Educação continua em vacância, mas há expectativa para que, ainda nesta semana, a prefeita interina Lígia Protásio se reúna com o grupo e tome alguma decisão temporária, até o clima se normalizar. Uma das alternativas é retornar as crianças para o seu prédio, ao passo em que a licitação recua pra um novo começo.