Há cerca de duas semanas, uma mobilização ocorreu nas redes sociais, inclusive com abaixo assinado virtual, para pressionar a gestão a começar a reforma, que deveria ter iniciado em agosto do ano passado, porém não ocorreu, bem como ofertar algumas melhorias e mais segurança na estrutura onde estão abrigados temporariamente, no caso, o prédio do Centro Vocacional Tecnológico (CVT).
As 208 crianças foram tiradas do imóvel onde funcionava, com a promessa que a obra logo se iniciaria, enquanto as mães e a própria direção cobravam respostas. Passaram-se oito meses e nada foi feito, a não ser reconhecer, por parte da Prefeitura, que foi um erro e impensado retirá-las antes do processo licitatório finalizado.
Na segunda passada (10), os então secretários de Infraestrutura e Educação, Raimundo Parente e Eliane Maciel, estiveram visitando, conversando com as mães, vendo o que poderia ser feito a priori e chegaram até dar um prazo de 60 dias para que começasse a reforma. No entanto, com a turbulência administrativa, os dois foram exonerados das respectivas pastas.
De acordo com a diretora da creche, Dauci Freire, algumas medidas paliativas estão sendo adotadas, como a inserção de mais um vigia por turno, portões fechados durante as aulas, manutenção de ventiladores nas salas e rondas feitas pela Polícia Militar, semelhante à outras escolas.
Por enquanto, a Secretaria de Educação continua em vacância, mas há expectativa para que, ainda nesta semana, a prefeita interina Lígia Protásio se reúna com o grupo e tome alguma decisão temporária, até o clima se normalizar. Uma das alternativas é retornar as crianças para o seu prédio, ao passo em que a licitação recua pra um novo começo.