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Da falta de oxigênio à superlotação: entidade denuncia situação precária do Alberto Sabin

Da falta de oxigênio à superlotação: entidade denuncia situação precária do Alberto Sabin

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
28/04/2023 às 13h32 Atualizada em 28/04/2023 às 13h32
Da falta de oxigênio à superlotação: entidade denuncia situação precária do Alberto Sabin
Foto: Reprodução

De acordo com uma denúncia de um caso recebida pela entidade, no momento do atendimento o único aparelho disponível não poderia ser conectado apenas no oxigênio, sendo necessário também no ar comprimido. Ainda segundo o relato, por conta disso, em apenas um dia foi necessário, por duas vezes, realizar o procedimento de ambuzar (ventilação de emergência) pacientes por mais de uma hora.

“Nestes casos, a força humana substituiu o ventilador mecânico, utilizando o equipamento denominado ambu. Ocorre que essa manobra deveria ser ministrada por apenas alguns minutos, sendo completamente inviável e arriscado que os profissionais médicos realizem esse processo por tanto tempo”, explica o médico Leonardo Alcântara, presidente do Sindicato dos Médicos.

Nos últimos dias, a entidade alega que o hospital entrou em colapso e que a situação tem gerado enormes transtornos aos pacientes e familiares, bem como aos profissionais da saúde. “As condições de atendimento estão insustentáveis, com os médicos abalados psicologicamente devido às frequentes ameaças. Os profissionais relatam que os plantões noturnos estão cada vez mais perigosos, sofrendo ameaças e abordagens de familiares dos pacientes até mesmo ao saírem do hospital“, acrescenta Leonardo.

Foto: Governo do Estado

O Sindicato dos Médicos destaca que a situação está refletindo, também, em sobrecarga aos médicos generalistas do Programa Saúde da Família (PSF) nas Unidades Básica de Saúde da Família (UBASF), pois conforme previsto no Plano de Contingência feito em parceria entre a Sesa e a Secretaria de Saúde de Fortaleza (SMS), os atendimentos pediátricos que ingressam no Hospital Albert Sabin, classificados como verde ou azul, seriam encaminhados com prioridade de referenciamento para as unidades básicas no entorno do Hias, previamente indicados pela SMS, como César Cals, Matos Dourado e Roberto Bruno. No entanto, na ausência de pediatras, tem sido imposta a realização dos atendimentos pelos médicos generalistas.

Como parte do plano de contingência, foram acrescidos mais 21 leitos para pacientes crônicos, quatro novos de UTI e outros 40 leitos foram contratados como retaguarda por meio do Hospital Infantil Filantrópico (Sopai).

Sobre a questão do oxigênio, na última terça-feira, 25, a Sesa confirmou que os pacientes que estavam no setor de reanimação do Centro de Emergência foram transferidos sem intercorrências para a sala mais estruturada que antes alocava uma UTI, mesma unidade, visando receber melhor suporte respiratório, com mais pontos de acesso disponíveis e evitando o processo de sobrecarga do sistema.

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