O novo valor do salário mínimo, anunciado pelo presidente Lula, começou a valer neste 1º de maio, e tem sido recebido pelos quiterienses de forma insatisfatória. O que antes era R$1.212,00 agora passou a ser R$1.320,00, um aumento de R$108,00 para os trabalhadores de todo o Brasil.
O aumento é superior à inflação do último ano, visando repor as perdas inflacionárias. Em um pronunciamento feito nas redes sociais, o presidente afirma que busca, com essa medida, aumentar o poder de compra dos brasileiros. “É um aumento pequeno, mas real, acima da inflação, pela primeira vez depois de 6 anos”, disse Lula.
Para Sônia Pinheiro, do bairro Pereiros, o valor não é justo. “Pra mim deveria nem ter tido, porque eu acho que esse reajuste é insignificante. Não ajuda em nada, porque o acréscimo não foi quase nada”.
Quitéria Freire, do bairro Centro, expõe que o novo valor ainda não compensa as despesas como aluguel, energia, água, alimentação, remédios e escola para criança. Ela comenta sobre o aumento: “Cento e poucos reais você faz o quê? Você já viu quanto é que está o quilo da carne? o quilo do frango? A caixa de ovo? O mínimo que o pobre precisa comer? Só o mínimo mesmo. Põe o mínimo. Você vai com R$100,00 'cê' não compra nada”.
Já para empresários do município, o ideal é que os preços das mercadorias se mantivessem estáveis. O dono do Mercantil Neto Tavares, comenta: “se o salário ficasse congelado e as coisas baixassem, era muito melhor do que o salário passar de R$1.300,00 para R$1.500,00 ou R$1.600,00, porque é uma carreira sem fim e sem sentido, se sobe o salário, sobe a mercadoria e tudo”.
Cláudio Chaves, é proprietário do Mercantil O Cláudio, e pontua que no ano de 2022, o poder de compra era maior do que hoje. “Você vê que em 2022 o salário mínimo comprava quase duas cestas básicas né? Hoje a cesta básica já corresponde a 60% do salário mínimo, então mesmo com esse aumento, houve uma perda no poder de compra do cidadão”, finaliza.