Conforme o Ministério do Trabalho, a mulher relatou aos fiscais que não lembra de ter recebido salário. Além disso, ela não tinha folgas, trabalhando de domingo a domingo para a mesma família. É o primeiro caso deste tipo registrado no Ceará pelo órgão.
Durante a abordagem, os patrões da idosa alegaram que ela não era funcionária, mas um membro da família. Porém, foi observado na fiscalização que a trabalhadora cozinhava, lavava roupas e limpava a casa para todos, tendo um tratamento diferente.
A idosa foi retirada da residência, e os patrões dela receberem autos de infração por cada irregularidade trabalhista apurada, como falta de pagamento de salários, excesso de jornada e falta de registro.
Também foi exigido o pagamento para a trabalhadora dos salários retroativos de todo o período e o pagamento de verbas rescisórias.
As ações de combate ao trabalho análogo a escravidão de trabalhadoras domésticas na capital cearense, realizadas durante esta semana, tiveram o apoio do Ministério Público do Trabalho, da Polícia Federal e da Secretaria dos Direitos Humanos do Ceará.
G1-CE