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Professor morre uma semana após extrair dente siso em posto de saúde

Professor morre uma semana após extrair dente siso em posto de saúde

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
27/05/2023 às 16h37 Atualizada em 27/05/2023 às 17h00
Professor morre uma semana após extrair dente siso em posto de saúde
Foto: Reprodução
Foto: Arquivo pessoal
O professor de dança, José Eliezio Oliveira Silva, 50 anos, morreu em Fortaleza vítima de uma infecção generalizada uma semana após extrair o dente siso em um posto de saúde. A família questiona o atendimento que o professor recebeu na unidade.
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) argumentou que o paciente recebeu todos os cuidados de atenção necessários que o caso demandava. Ele era acompanhado pela equipe da Estratégia Saúde da Família (ESF) do posto de saúde e apresentava quadro de condição crônica estável. A extração do dente ocorreu no dia 16, e o professor morreu no dia 23 de maio.
“A Secretaria lamenta o ocorrido e reforça que, conforme o perfil de saúde, o paciente contou com todo acompanhamento devido ao caso”, disse o órgão municipal. Uma sobrinha da vítima informou que o professor começou a sentir dores muito intensas no dente no começo do ano, e começou a se automedicar com analgésicos. Contudo, a dor seguia e ele decidiu marcar uma consulta médica.
“Ele dizia para mim que sentia febre, dor de cabeça, que o corpo dele estava muito mole. Ele gemia de dor quando tomava água, se maldizia de dor na garganta”, explicou Isla Feitosa, sobrinha da vítima. No primeiro dia marcado, 5 de maio, o professor estava com um quadro de pressão alta e não pôde realizar a cirurgia. Então, o procedimento foi remarcado para o dia 16. A sobrinha questiona que não foi feito nenhum exame ou raio-X antes da cirurgia, e também que, após a cirurgia, o tio saiu sem nenhuma receita médica para o pós-cirúrgico.
“O procedimento odontológico foi realizado sem intercorrências no dia 16 de maio. No dia 19, quando retornou à unidade, foi novamente acolhido e orientado sobre o uso dos medicamentos necessários”, disse a SMS.
Em casa, ele começou a sentir dores, febre alta e inchaço na região do pescoço. Então, ele decidiu retornar à unidade de saúde no dia 19. Na ocasião, a equipe médica passou uma receita médica com analgéscio, anti-inflamatório e antibiótico. “A gente viu que tinha algo errado porque o rosto dele começou a inchar. Do jeito que ele ficou, estava irreconhecível”, disse a sobrinha.

g1 Ceará