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Exército tenta desmobilizar acampamento de policiais civis?.

Exército tenta desmobilizar acampamento de policiais civis?.

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
06/01/2012 às 14h08 Atualizada em 06/01/2012 às 14h15

Homens do Exército fizeram, na noite desta quinta-feira, 6, a retirada de policiais civis em greve que estavam acampados na praça da Superintendência da Polícia Civil, no Centro de Fortaleza. A categoria, que está em greve há três dias, resistiu e permaneceu no local.Segundo nota do Sindicato dos Policiais Civis do Ceará (Sinpoci), os manifestantes “foram surpreendidos com a chegada de um caminhão do Exército, com aproximadamente 40 homens fortemente armados e mais um carro com cinco militares também armados dando cobertura”.
Em entrevista, o diretor do Sinpoci, Erivando Mendonça, informou que, nesta manhã de sexta-feira, o clima é de ansiedade e tensão entre os grevistas que permaneceram na praça. “Chegaram lá com o intuito de dispersar o movimento de forma arbitrária, com uso da forca”, declarou Erivando. Segundo ele, os policiais resistiram e não se retiraram do local.De acordo com Erivando, a presidente do Sinpoci, Inês Romero, teria conseguido contornar a situação. Tanto policiais civis como homens do Exército usavam armas de grosso calibre. “Possivelmente aconteceria alguma tragédia”, relatou Erivando.O diretor disse ainda que na noite de ontem aconteceu uma reunião entre membros do Sinpoci e com o procurador-geral do Estado (PGE), Fernando Oliveira, em que foi redigido um documento com algumas reivindicações do movimento paredista.Segundo Erivando, uma reunião estaria marcada no início desta manhã – desta vez sem os dirigentes do Sinpoci – para avaliar o teor do documento. Em contrapartida, a assessoria de comunicação da PGE não confirmou a existência de uma pauta de reunião sobre o assunto marcada para hoje.Sobre a dificuldade de atendimento nas delegacias, Erivando informou que na última greve da categoria foram disponibilizados mais de 50% do efetivo. Porém, em seis meses de paralisação, o Governo não chamou a categoria às negociações, segundo Erivando. “A categoria está muito inflamada, muito insatisfeita, e resolveu parar totalmente”, disse.

O POVO Online