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Apesar de bom resultado neste ano, quadra chuvosa de 2024 pode sofrer consequências negativas do El Niño

Apesar de bom resultado neste ano, quadra chuvosa de 2024 pode sofrer consequências negativas do El Niño

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
02/06/2023 às 08h56 Atualizada em 02/06/2023 às 08h56
Apesar de bom resultado neste ano, quadra chuvosa de 2024 pode sofrer consequências negativas do El Niño
Foto: Reprodução

Segundo Eduardo Sávio, presidente da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), há preocupações com a quadra chuvosa de 2024, devido à atuação do El Niño. Conforme o presidente, de junho de 2022 até maio de 2023, o Oceano Pacífico estava em condição de resfriamento, entretanto, no Pacífico Equatorial, por volta dos meses de abril e maio, vem ocorrendo o aquecimento da região.

“Quando a gente olha as camadas subsuperficiais do Pacífico Equatorial nós temos essa tendência persistindo nos próximos meses, a tendência é que janeiro, fevereiro e março nós temos uma probabilidade de 70% de ocorrência de El Niño”.

De acordo com Eduardo, caso o El Niño se consolide, haverá uma “subsidência de ar”, ou seja, um fluxo de ar de cima para baixo, o que impediria a formação de nuvens, já que o vapor quente úmido não conseguiria se elevar e, consequentemente, formar as nuvens para a precipitação. “Por isso que a gente tem que manter o monitoramento, e que a alocação leve isso em consideração para usar essa informação nas decisões e liberações ao atendimento de demandas que são previstos pelo sistema de reservatórios do Estado”.

A quadra chuvosa deste ano terminou com o maior volume hídrico registrado nos últimos 10 anos, com 51% da capacidade total nos 157 açudes do Estado. No entanto, o alto nível de precipitações também trouxe desafios aos órgãos públicos do Ceará. Entre os meses de maio e abril, alguns municípios cearenses estiveram em situação de emergência ou calamidade, no caso de Milhã.

Opinião CE