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Três deputados cearenses do PL podem ser punidos por votarem com governo Lula

Três deputados cearenses do PL podem ser punidos por votarem com governo Lula

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
02/06/2023 às 09h16 Atualizada em 02/06/2023 às 09h16
Três deputados cearenses do PL podem ser punidos por votarem com governo Lula
Foto: Reprodução

Na lista dos que votaram com o Governo estão três cearenses: Júnior Mano, Yuri do Paredão e Matheus Noronha. No campo da oposição, apenas André Fernandes (PL) e Dayane do Capitão (União Brasil) foram contra a proposta de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que reformulou as pasta do primeiro escalão com a criação ou o desmembramento de ministérios. Jarizel Pereira (PL) e AJ Albuquerque (PP) não votaram.

André é o mais popular líder do bolsonarismo no Estado. Dayane é casada com o ex-deputado federal Capitão Wagner (União Brasil), principal líder oposicionista cearense até o momento. Os demais nomes da bancada do Ceará votaram com o Governo. 

"Deputados do PL que não seguiram a orientação do partido ontem na MP 1154, conversei com o Presidente Valdemar Costa Neto e todos serão punidos!", escreveu o deputado. A orientação no Parlamento foi para votar "não" e ir contra a aprovação do projeto, conforme o próprio Valdemar escreveu momentos antes da votação. 

"Depois de conversar com os colegas de bancada do PL, decidimos fechar questão contra a medida provisória (MP) 1154/23, que reestrutura os ministérios, criando 37 pastas ministeriais”, escreveu Valdemar nas redes sociais.

Veja os deputados do PL que votaram com o Governo

Detinha
Josimar Maranhaozinho 
João Carlos Bacelar 
Júnior Lourenço 
Júnior Mano 
Matheus Noronha 
Pastor Gil
Vinicius Gurgel
Yury do Paredão

Apesar da resistência da bancada do União Brasil em aprovar a medida provisória da reestruturação dos ministérios, o líder do partido, Elmar Nascimento (BA), afirmou que, em "homenagem" ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), todos os votos possíveis da legenda serão entregues a favor da matéria do Executivo.

O texto aprovado altera a estrutura original do governo desenhada durante a transição. Por conta da pressão da bancada ruralista com apoio de deputados do Centrão, a nova versão da MP retirou poderes dos Ministérios de Meio Ambiente e dos Povos Indígenas. A pasta de Marina ficou sem o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e sem a Agência Nacional de Águas (ANA). Já o Ministério dos Povos Indígenas perdeu o poder de definir demarcações de reservas, função que foi repassada ao Ministério da Justiça.

O POVO