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Vereadores criticam governador Elmano por abandono do programa Juntos por Fortaleza

Vereadores criticam governador Elmano por abandono do programa Juntos por Fortaleza

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
16/06/2023 às 08h54 Atualizada em 16/06/2023 às 08h54
Vereadores criticam governador Elmano por abandono do programa Juntos por Fortaleza
Foto: Reprodução

Os vereadores Lúcio Bruno (PDT) e Carlos Mesquita, ambos do PDT, criticaram na Câmara Municipal de Fortaleza o governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), por não ter dado continuidade ao projeto “Juntos por Fortaleza” pactuado entre a Prefeitura e o Governo do Estado em 2017 nas gestões do então prefeito Roberto Cláudio (PDT) e do governador Camilo Santana (PT), tendo como base o programa Fortaleza 2040.

“Elmano quer deixar o prefeito Sarto na pior. Parece que ele (governador) não foi votado pelos fortalezenses”, disse Lúcio Bruno que acusa o governo de dever pelo menos R$ 11 milhões ao sistema de saúde do município. “Parece uma perseguição à cidade de Fortaleza”, lamentou.

Continuidade

Lúcio diz compreender que a gestão do atual governador está começando, mas o governo é de continuidade.  “A gestão do governador Elmano está começando, mas queira ou não queira, é de responsabilidade do governo do Estado (o programa Juntos por Fortaleza). Esse governo é um governo de continuidade. Não é um novo governo que está se iniciando. Por isso, quero pedir ao governador Elmano que ele retome as obras pactuadas que são muito importantes para o povo de Fortaleza”, solicitou.

Segundo Lúcio Bruno e Carlos Mesquita, entre as obras pactuadas estavam:  a urbanização das lagoas da Parangaba e Mondubim com a Prefeitura e as obras já foram realizadas; a lagoa da Maraponga ficou com o governo do Estado que até hoje não entregou. O alargamento da Avenida Sargento Hermínio ficou com o governo, mas ele demorou tanto, que a Prefeitura resolveu fazer. Quanto à Ponte dos Ingleses (ponte metálica) foi pactuado que a Prefeitura faria uma parte e o governo o restante.

O vereador Carlos Mesquita, líder do governo na Câmara, mostrou matéria publicada no O Otimista com a manchete “Metrô de Fortaleza: Obras paralisadas causam transtornos à população”. “Há 23 anos. É o sujo falando do mal lavado? Será que pode ser assim? Fez um acordo (o governo) com o prefeito passado para resolver o problema da ponte (dos Ingleses). A Prefeitura faria a parte estrutural de baixo e eles fariam a de cima. A Prefeitura fez a parte dela e estamos até hoje esperando o governo fazer a de cima. Um outro grande problema alí que o governador não resolve é o acquário”, lembrou.

A recuperação do Lord Hotel no Centro de Fortaleza, segundo Lúcio Bruno, é outra obra que está cota do governo do Estado e não foi realizada. Também o custeio do novo hospital Instituto Dr. José Frota (IJF II) seria de responsabilidade do governo. Segundo o vereador, o governo não honrou com o compromisso e ainda está devendo R$ 11 milhões.

“O governo do Ceará repassava todo mês, R$ 3 milhões para a Prefeitura, como subsídio para manter o preço da passagem de ônibus. O governador Elmano cortou o repasse”, citou como exemplo. “Parece que o governador está perseguindo o povo. Parece que Fortaleza é a Capital do Estado. Ou ele está torcendo pelo quanto pior melhor”, lamentou.

União

O vereador Didi Mangueira contou: “Eu lembro que o ex-prefeito Roberto Cláudio chegou para o ex-governador Cid e disse: vou lançar um desafio, você faz uma UPA e a Prefeitura faz outra no município de Fortaleza. Quem ganhou com isso foi o fortalezense porque são doze UPAS: seis do governo e seis construídas pela Prefeitura. Eu lanço uma proposta: em vez de a gente ficar aqui tensionando, dando sinais de rompimento político, a gente pedir para que esse dois gestores, Sarto e Elmano, se entendam”.

O OTIMISTA