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Três PMs suspeitos de estupro em viatura têm prisão requerida em Fortaleza

Três PMs suspeitos de estupro em viatura têm prisão requerida em Fortaleza

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
19/06/2023 às 07h49 Atualizada em 19/06/2023 às 07h49
Três PMs suspeitos de estupro em viatura têm prisão requerida em Fortaleza
Foto: Reprodução

O caso aconteceu em 23 de janeiro de 2022, por volta de 0h31min, no bairro Conjunto Ceará. Conforme O POVO noticiou à época, a vítima relatou que esperava um carro por um aplicativo quando os militares se aproximaram e começaram a conversar com ela.

Os PMs ofereceram uma carona à mulher alegando que o destino dela estava na rota que eles fariam. A mulher aceitou a carona, e os agentes a conduziram para uma estrada de barro. No local, eles ordenaram que ela descesse e a conduziram para o xadrez da viatura. 

“A declarante afirma que os três policiais estavam com as calças baixas e passaram a ter relações revezando entre eles no momento do ato sexual”, consta na portaria publicada no BCG. A vulnerabilidade da vítima se caracterizou por ela estar sob efeito de álcool.

Após o crime, ela foi deixada na casa de uma amiga, para quem contou o caso. Em seguida, elas procuraram uma unidade policial para denunciar o caso. Exame realizado no dia 23 de janeiro deu positivo para a prática sexual.

Perfil genético masculino encontrado no exame não foi comparado com o dos suspeitos porque eles se negaram a realizar exame de DNA. Os PMs também utilizaram do direito constitucional de permanecer calados durante a investigação.

“Diante da gravidade dos fatos ora apurados, envolvendo 03 (três) policiais militares de serviço, em viatura operacional da Polícia Militar, REPRESENTA- SE pela PRISÃO PREVENTIVA, por força da aplicação do Art. 255, “c” e “e”, do Código de Processo Penal Militar, combinado com o artigo Art. 312, do Código de Processo Penal”, consta na portaria do BCG.

Os PMs indiciados são o subtenente Raimundo Flávio Barros e os soldados Israel Pablo dos Santos e Carlos Henrique da Rocha Rodrigues. Eles seguem afastados do patrulhamento das ruas, realizando apenas serviços administrativos. O caso também é investigado pela Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD).

O POVO