“Algumas pessoas são traficadas para isso, para a exploração sexual. Mas outras são para o trabalho escravo, para a adoção ou para a remoção de órgãos”, alertou a senadora, que pretende tipificar os crimes para que haja penalidade. “Talvez (o tráfico de pessoas) seja o crime mais invisível do Brasil. Não encontramos inquéritos policiais, nem processos judiciais sobre esses crimes. A não ser os que iniciaram como exploração sexual ou trabalho escravo, nunca como tráfico de pessoas”, ressaltou. Para a senadora, o Brasil precisa se adaptar à Convenção de Palermo, também conhecida como Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional, que configura o tráfico de pessoas como a atitude do aliciador de enganar ou coagir a vítima, apropriando-se da sua liberdade por dívida ou outro meio, sempre com propósito de exploração. Segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), cerca de 2,5 milhões de pessoas são vítimas todo ano do tráfico de seres humanos. O Ministério da Justiça reconhece que 60 mil são brasileiros, mas o UNODC aponta 100 mil brasileiros. De acordo ainda com o UNODC, 66% das vítimas são mulheres, sendo que 79% dos casos envolvem exploração sexual, com 13% das vítimas com idade menor que 18 anos.
*Com informações da TV Justiça