Além do prefeito, a chefe de gabinete Antônia Verbeane de Almeida foi afastada. Outros servidores também são alvos da investigação. A apuração dos órgãos públicos se iniciou após vereadores da cidade denunciarem supostas irregularidades na gestão municipal. Ana Patrícia Barbosa, então vice-prefeita da cidade, comandará o Executivo pelos próximos meses.
O MPCE informou que foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão contra o prefeito, a secretária de Gabinete e os empresários titulares das cooperativas. Os mandados foram cumpridos em Acopiara, Iguatu e Fortaleza. Além disso, foram apreendidos documentos, celulares, computadores e a quantia aproximada de R$ 80,7 mil reais e US$ 6,2 mil dólares, encontrados na casa de um sócio das empresas, além de munição e maconha.
A Justiça determinou ainda que a Prefeitura suspenda o contrato com as cooperativas investigadas. Mas ficou autorizada a contratação de cooperados pelo município por um ano, até que haja concurso público. A investigação aponta que os contratos entre a Prefeitura e as cooperativas iniciaram em 2019 e que mais de R$ 48 milhões de reais já foram movimentados dos cofres públicos para as empresas.
O prefeito já havia sido afastado em outubro de 2022, mas retornou ao comando do Executivo em março, após decisão da Justiça que revogou o afastamento. No ano passado, Antônio e outros servidores foram alvos de operação do MPCE que investigava suspeitas de crimes de corrupção, fraude em licitações, falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
No retorno ao cargo, na segunda quinzena de março, o prefeito foi recepcionado por uma carreata que o acompanhou até a sede do Executivo. Durante a cerimônia, o gestor assinou o Termo de Posse e fez um discurso de agradecimento. Na ocasião, ele ressaltou que a "justiça foi feita".
O POVO