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Policial agredida por cabo da PM durante curso no Ceará lamenta que ele continue atuando

Policial agredida por cabo da PM durante curso no Ceará lamenta que ele continue atuando

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
22/06/2023 às 08h22 Atualizada em 22/06/2023 às 08h22
Policial agredida por cabo da PM durante curso no Ceará lamenta que ele continue atuando
Foto: Reprodução

"Pelo menos eu estou incomodando, mostrei o que aconteceu. Ele vai ter que se explicar muito. Eu não sei o final disso, mas pelo menos eu estou fazendo a minha parte", pontuou a policial, que é do Maranhão.

A agente participava de um curso oferecido pela Secretaria da Segurança do Ceará para treinamento de mulheres militares de Pernambuco, Maranhão, Paraná, Rio Grande do Norte e Piauí.

A proposta era um treinamento de defesa pessoal, técnicas operacionais policiais, salvamento, entre outros procedimentos. As aulas foram ministradas por PMs do Tocantins.

No dia 8 de junho, no entanto, o sumiço de uma fatia de pizza teria motivado o comportamento agressivo de Rafael.

“Estava em outra parte quando vi aquele cara louco falando ‘Roubaram minha pizza’, ‘São loucas’. Ele colocou todo mundo em posição de flexão e desceu a paulada em todas, na bunda. Tinha 22 comigo”, disse a policial ao g1.

"A mulher pode estar onde ela quiser"

Ainda conforme a denunciante, durante as agressões, Rafael ainda teria a chamado de “velha” e perguntava o que ela, que vinha do Maranhão, estava fazendo ali.

A policial faz parte de grupos de empoderamento de mulheres no seu estado e disse que, graças a isso e aos anos dedicados à Polícia, tomou coragem para denunciar.

"Estou buscando o direito das mulheres. Não poderia deixar isso passar. Estou fortalecendo o movimento para não deixar esse machismo, que está em todas as esferas, passar por mim. Estou sempre na luta. Para mim, o mais importante é lutar contra essa violência que até hoje existe".

Ainda conforme a agente, pelo menos mais 21 mulheres também foram agredidas com ripa de madeira pelo policial. Não há informações se essas supostas vítimas registraram Boletim de Ocorrência (B.O).

O que se sabe, até agora, é que o PM Rafael Ferreira Martins está sendo investigado, mas não foi afastado de seu cargo em Tocantins.

A Polícia Militar do Tocantins informou que lamenta o caso e que pediu os detalhes do caso para a investigação.

"A mulher pode estar onde ela quiser. Ela tem espaço. Eu sempre estive nessa luta, não seria agora que iria arregar", concluiu a denunciante.

G1-CE