"Pelo menos eu estou incomodando, mostrei o que aconteceu. Ele vai ter que se explicar muito. Eu não sei o final disso, mas pelo menos eu estou fazendo a minha parte", pontuou a policial, que é do Maranhão.
A agente participava de um curso oferecido pela Secretaria da Segurança do Ceará para treinamento de mulheres militares de Pernambuco, Maranhão, Paraná, Rio Grande do Norte e Piauí.
A proposta era um treinamento de defesa pessoal, técnicas operacionais policiais, salvamento, entre outros procedimentos. As aulas foram ministradas por PMs do Tocantins.
No dia 8 de junho, no entanto, o sumiço de uma fatia de pizza teria motivado o comportamento agressivo de Rafael.
“Estava em outra parte quando vi aquele cara louco falando ‘Roubaram minha pizza’, ‘São loucas’. Ele colocou todo mundo em posição de flexão e desceu a paulada em todas, na bunda. Tinha 22 comigo”, disse a policial ao g1.
"A mulher pode estar onde ela quiser"
Ainda conforme a denunciante, durante as agressões, Rafael ainda teria a chamado de “velha” e perguntava o que ela, que vinha do Maranhão, estava fazendo ali.
A policial faz parte de grupos de empoderamento de mulheres no seu estado e disse que, graças a isso e aos anos dedicados à Polícia, tomou coragem para denunciar.
"Estou buscando o direito das mulheres. Não poderia deixar isso passar. Estou fortalecendo o movimento para não deixar esse machismo, que está em todas as esferas, passar por mim. Estou sempre na luta. Para mim, o mais importante é lutar contra essa violência que até hoje existe".
Ainda conforme a agente, pelo menos mais 21 mulheres também foram agredidas com ripa de madeira pelo policial. Não há informações se essas supostas vítimas registraram Boletim de Ocorrência (B.O).
O que se sabe, até agora, é que o PM Rafael Ferreira Martins está sendo investigado, mas não foi afastado de seu cargo em Tocantins.
A Polícia Militar do Tocantins informou que lamenta o caso e que pediu os detalhes do caso para a investigação.
"A mulher pode estar onde ela quiser. Ela tem espaço. Eu sempre estive nessa luta, não seria agora que iria arregar", concluiu a denunciante.
G1-CE