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"Espero que possamos ter Justiça", diz Elmano sobre julgamento da Chacina do Curió

"Espero que possamos ter Justiça", diz Elmano sobre julgamento da Chacina do Curió

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
23/06/2023 às 08h48 Atualizada em 23/06/2023 às 09h10
Foto: Reprodução

Instado a comentar o assunto durante coletiva de imprensa, Elmano se solidarizou com os familiares dos mortos e destacou a importância da autonomia do Conselho de Sentença para que o julgamento transcorra com tranquilidade e isenção.

“Efetivamente, eu espero, com muito respeito ao júri, que possamos ter Justiça, e que as famílias que tiveram parentes que perderam a vida possam se sentir minimamente confortáveis com o sentimento de Justiça, mas isso cabe ao júri popular, que tem soberania”, comentou o governador durante conversa com jornalistas no Palácio da Abolição.

O julgamento começou nessa terça-feira, 20, e deve se estender até sexta-feira, 24, com o depoimento de testemunhas, sobreviventes e dos quatro policiais militares que figuram como réus no processo. O governador elogiou o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) pela condução do julgamento.

“Quero parabenizar o Tribunal de Justiça, que garantiu todas as condições para que o júri ocorresse na maior tranquilidade e sem coação sob testemunhas, sob familiares, o que é muito importante para um julgamento isento e justo”.

Movimentos sociais, autoridades e entidades de defesa dos Direitos Humanos acompanham o julgamento desde o início. O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDH) designou o ouvidor Renato Teixeira para prestar apoio aos familiares das vítimas.

Antes da abertura da sessão, o representante da pasta federal criticou a violência policial no Ceará. "O Estado brasileiro não pode mais permitir que os próprios agentes do Estado sejam violadores dos direitos humanos".

Elmano rebateu a declaração do ouvidor: “O Estado do Ceará não está entre os primeiros estados de violência policial contra seus cidadãos, distante disso, inclusive”. O governador disse ainda ser a favor que o Estado “não abuse” do poder de polícia.

Com mais de 13 mil páginas, o processo tem 34 réus e está dividido em três etapas. A primeira, iniciada na terça-feira, 20, tem quatro policiais militares como réus. Depois, em 29 de agosto, outros oitos acusados começam a ser julgados. Por fim, no dia 12 de setembro, será aberto o Júri para a última fase do julgamento.

O POVO