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'Não mostrou arrependimento e ainda debochou', diz motociclista atropelado por motorista após discussão no trânsito em Ceará

'Não mostrou arrependimento e ainda debochou', diz motociclista atropelado por motorista após discussão no trânsito em Ceará

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
26/06/2023 às 15h59 Atualizada em 26/06/2023 às 15h59
'Não mostrou arrependimento e ainda debochou', diz motociclista atropelado por motorista após discussão no trânsito em Ceará
Foto: Reprodução

O motociclista atropelado pelo condutor de uma caminhonete em Fortaleza afirmou não ter sido socorrido pelo motorista mesmo após estar no chão ferido. Segundo o motociclista, o condutor ainda teria ido até ele e "debochado" do seu estado, além de não demonstrar nenhum arrependimento.

O caso ocorreu em um cruzamento da Avenida Dom Luiz, no Bairro Aldeota, em 28 de abril, e a vítima, o educador físico Hilley Peixe, só divulgou as imagens em sua rede social neste domingo (25).

Segundo o relato de Hilley, que conduzia a moto, ele estava a caminho de uma academia para dar uma aula, e no trajeto parou em um semáforo. Nesse momento, o motorista da caminhonete "deu uma arrancada" e quase o derrubou.

Hilley conta que após a arrancada, passou pelo condutor da caminhonete e, fazendo sinais com a mão, perguntou se ele estava louco. "Foi o que bastou para ele vir acelerando o carro atrás de mim e fazer o que fez", descreveu.

Nas imagens captadas pelas câmeras de segurança, é possível ver que a caminhonete passa por cima da moto e de Hilley.

"No momento eu pensava que ele (carro) estava todo em cima de mim, ele continuava acelerando depois que me derrubou, eu gritava ‘ele vai me matar, ele vai me matar’, bem alto, desesperado, e as pessoas começaram a se juntar", relembra Hilley em entrevista à TV Verdes Mares.

"Ele só não conseguiu prosseguir, passar por cima de mim, porque minha moto ficou embaixo do carro dele e travou o pneu de trás, porque senão ele teria passado por cima de mim", afirma o educador físico.

Conforme Hilley Peixe, após o atropelamento, o motorista parou o veículo mais à frente e retornou até onde a vítima estava, momento que continuou a discussão.

Conforme o motociclista, o homem teria dito que jogou o carro por cima dele pois estava com medo de ser assaltado e que se Hilley acionasse a polícia ou procurasse compensação, "não daria em nada".

O educador físico teve ferimentos nas pernas e precisou de atendimento médico. Ele conta que passou um mês acamado, realizando tratamento para se recuperar das lesões, e até hoje precisa gastar com pomadas e outros remédios.

Além disso, Hilley teve prejuízos diversos. A moto, por exemplo, ficou bastante danificada. Parte do conserto do veículo foi pago com uma vaquinha organizada pelas alunas do educador, mas o veículo continua com amassados e outros problemas.

Conforme Hilley, um Boletim de Ocorrência foi registrado no mesmo dia do acidente, 28 de abril. No entanto, o inquérito policial só teria iniciado na semana passada.

De acordo com a Polícia Civil, o caso está a cargo do 2º Distrito Policial (DP), unidade que instaurou um inquérito policial e realiza apurações para concluir as investigações.

G1 Ceará