No caso do etanol, este índice é levemente maior (1,8%). Já o diesel (0,7%) praticamente não sofre com este tipo de problema, na avaliação do órgão fiscalizador. "São números de primeiro mundo, o que nos deixa tranquilo", garante o superintendente. Para a realização dos levantamento, a ANP continua contando com o apoio da Universidade Federal do Ceará (UFC), que ajuda a recolher as amostras e levar para um laboratório conveniado com o intuito de fazes uma análise detalhada. "Os números do Ceará são relativamente bons. Não temos aí grandes indícios de fraudes. O que tem é uma parcela que teima em adulterar, mas não podemos generalizar", afirma Amaral. O superintendente não soube precisar quantos fiscais da ANP são responsáveis por fazer os trabalhos de averiguação da qualidade do combustível no Ceará. Segundo explica, são 700 profissionais para fazer a verificação em postos de todo o País. A presença de um maior ou menor contingente de fiscais em um Estado está relacionada a indicadores de monitoramento da própria Agência, além de denúncias de consumidores e do Ministério Público. "O nosso foco é a qualidade de combustível, se não tem mistura. A questão da averiguação da quantidade, da medição, é uma atribuição do Ipem (Instituto de Pesos e Medidas) e do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia)", destaca.No Ceará, conforme afirma o presidente do Sindipostos (Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Ceará), Guilherme Meireles, as fiscalizações do Ipem são constantes. No ano passado, foram oito. Já a ANP fez três. Mas ele garante que o número é suficiente. "Essas fiscalizações não possuem data marcada. Eles (os fiscais) podem vir hoje e aparecerem na semana que vem, de novo; e as multas da ANP são altíssimas", explica.
Diário do Nordeste