Conforme a investigação, os criminosos adulteravam também o marcador de quilometragem dos veículos, reduzindo a distância total percorrida pelo automóvel. Com a venda dos veículos valorizados por meio de fraude, uma parte dos lucros era dividida entre os membros do esquema.
Os servidores do Detran são suspeitos também de aprovar ilegalmente pessoas em exames para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), mesmo que eles não obtivessem a nota mínima necessária.
Além dos 14 presos, sete pessoas receberam tornozeleiras eletrônicas de monitoramento. Também foram cumpridos 41 mandados de busca pessoal e três afastamentos de funções públicas.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, as investigações são desenvolvidas há dois anos.
Apreensão e investigação
Durante a operação foram apreendidos aparelhos celulares, motores roubados ou adulterados, lacres, carimbos, placas e selos oficiais, anotações financeiras e R$ 59 mil em espécie.
O conteúdo apreendido será periciado durante a investigação, o que pode revelar mais envolvidos no esquema de fraude.
A Polícia Civil espera, "que com a análise do material apreendido em poder dos alvos da operação, outros envolvidos sejam devidamente identificados e consequentemente responsabilizados criminalmente".
G1-CE