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Jovem denuncia ter sofrido intolerância religiosa em ônibus

Jovem denuncia ter sofrido intolerância religiosa em ônibus

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
05/07/2023 às 10h13 Atualizada em 05/07/2023 às 11h31
Jovem denuncia ter sofrido intolerância religiosa em ônibus
Foto: Reprodução
Foto: Arquivo pessoal
Uma jovem de 20 anos de Fortaleza viralizou nas redes sociais após contar ter sido vítima de intolerância religiosa em um ônibus intermunicipal do Ceará. Nas imagens, um homem aparece segurando uma bíblia e duas mulheres cantam uma música gospel em voz alta. Mallu Viturino também relatou que diziam que ela estava "endemoniada".
Em nota, a empresa de ônibus Vitória disse que "os passageiros se envolveram em um conflito verbal devido a diferenças religiosas" e lamenta o ocorrido. "A Empresa Vitória repudia veementemente qualquer forma de intolerância religiosa ou qualquer outro tipo de discriminação em nossos ônibus e em qualquer instância relacionada à nossa empresa".
Entenda o caso
Em entrevista ao g1, Mallu Viturino disse que estava indo de Fortaleza até Pecém, no município de São Gonçalo do Amarante, Região Metropolitana da capital cearense, para visitar os pais, no dia 28 de junho, por volta das 16h, quando o caso aconteceu.
“Ele estava pregando (falando de conteúdos bíblicos e cristãos), até aí tudo bem, mas começou a disparar muitas ofensas a religiões de matriz (africana). Nesse momento eu me incomodei e caminhei até onde ele estava e avisei que o que ele estava fazendo era intolerância religiosa”, contou a jovem.
Nesse momento, segundo Mallu, o homem pediu que ela mostrasse na Internet que intolerância religiosa é crime e continuou dizendo que “Exú é o diabo”. Exú é um dos orixás de religiões de matriz africana. Ainda conforme a denunciante, ninguém do ônibus mostrou interesse em defendê-la. Duas mulheres que estavam sentadas ao fundo do transporte, inclusive, também tiveram atitude similar ao do homem:
“Umas moças no fundo do ônibus continuavam me ofendendo, dizendo que eu estava endemoniada, que o meu incômodo era porque o demônio estava se manifestando, começaram a me chamar de louca, que minha religião era do demônio”.
g1 Ceará