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Termo de cooperação para ações de segurança dos povos indígenas será assinado na segunda (10)

Termo de cooperação para ações de segurança dos povos indígenas será assinado na segunda (10)

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
10/07/2023 às 08h44 Atualizada em 10/07/2023 às 10h35
Termo de cooperação para ações de segurança dos povos indígenas será assinado na segunda (10)
Foto: Reprodução

A assinatura do termo ocorrerá durante a abertura do “Seminário de Segurança Pública dos Povos Indígenas: segurança, proteção e defesa”, na sede do Comando de Prevenção e Apoio às Comunidades (Copac), da Polícia Militar do Ceará, no bairro Cais do Porto, em Fortaleza.

Conforme o Governo do Estado, o termo de cooperação propõe a criação de um canal permanente de diálogo entre a Sepin e os órgãos da SSPDS, com o intuito de promover formações constantes para todos os agentes de segurança e defesa do Ceará. Além disso, será estabelecido um painel de monitoramento dinâmico dos crimes cometidos contra os povos indígenas do Estado, com o objetivo de compilar dados sobre a violência e subsidiar a execução de políticas públicas relacionadas à segurança, defesa e cidadania desses povos e territórios.

Juliana Alves, secretária dos Povos Indígenas e Cacika Irê do Povo Jenipapo-Kanindé, destacou a importância de romper com a lógica da violência por meio do conhecimento, da educação e do diálogo. “Só assim, acreditamos ser possível interromper esse curso perverso da violência. A defesa constitucional aos povos originários e seus territórios é uma garantia deste Governo e estamos avançado”.

Além disso, conforme Juliana, será criado um Grupo de Trabalho Institucional para integrar as iniciativas, mantendo ações e um calendário constante de campanhas e cursos de formação. O objetivo será a elaboração de um Plano Estadual de Segurança Pública para os povos e comunidades indígenas do Ceará.

Durante o seminário, os indígenas e agentes de segurança participarão de formações que visam a compreensão das especificidades culturais dessa população, além de oferecer conhecimento sobre as principais dificuldades enfrentadas nos territórios, como agressões físicas intencionais, racismo, discriminação étnico-cultural, homicídio culposo, violência contra o patrimônio, entre outros.

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