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Briga judicial prejudica Enem.

Briga judicial prejudica Enem.

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
20/01/2012 às 08h51 Atualizada em 28/04/2021 às 14h06
Briga judicial prejudica Enem.
Foto: Reprodução
Agora, no entanto, o ministro transmite parte da responsabilidade pela possível não realização dos dois exames aos pedidos recentes do Ministério Público Federal do Ceará, que foram aceitos pela Justiça.  Anteontem, a Justiça Federal acatou o pedido do MPF e concedeu liminar obrigando o ministério e o Inep, órgão responsável pelo Enem, a fornecerem acesso à prova de redação e ao espelho de correção para todos os 4 milhões de candidatos do último exame.  O governo informou que vai recorrer. O ministro, que vai deixar o cargo na próxima terça-feira para concorrer nas eleições municipais, reforçou que não há condições técnicas atualmente para oferecer a redação para todos os candidatos.  "O coroamento do Enem passa por duas edições no ano e nós sabemos disso desde 2009. Mas não podemos colocar a máquina em fadiga, sobretudo com essas novas exigências que estão sendo feitas pelo Ministério Público", disse o ministro logo após participar do programa "Bom Dia Ministro", produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência.  Haddad criticou o fato de que as exigências que estão sendo feitas ao Enem não se repetirem em nenhum outro vestibular.  "Por que um vestibular que tem 30 anos ainda não se preparou para isso e o Enem que tem três precisa se preparar no dia da divulgação do resultado?", questionou o ministro, que chegou a levantar a hipótese de que as ações contra o exame sejam na verdade políticas.  "Dá quase a impressão de que é uma questão ideológica que está por trás e não uma questão técnica séria", disse.

Diário do Nordeste