A assistente social coordenadora da ONG Moradia e Cidadania e funcionária aposentada da Caixa Econômica Federal, Sônia Olimpo, trabalha como voluntária há 19 anos na instituição e confessa se sentir feliz em seu trabalho que beneficias pessoas. A fisioterapeuta Patrícia Foggia, há um ano e cinco meses, trabalha como voluntária na Organização Não Governamental (ONG) Moradia e Cidadania, em Fortaleza.
Segundo ela, sua rotina diária, que se resumia em atender mais de dez pacientes à domicílio, ir para igreja e cuidar dos filhos e marido, passou a ter um sentido e significado maior: o da solidariedade. Na ONG que atende cerca de 1.020 pessoas de todas as idades no bairro Sapiranga, Patrícia atende, em um turno durante três dias da semana, os mais variados casos, desde pacientes que se recuperam de ferimentos a bala até fraturas leves. Para Patrícia, o trabalho voluntário virou coisa séria a ponto dela ter que recusar trabalho remunerado para cuidar dos pacientes gratuitamente. "A minha remuneração aqui é a gratidão, o sorriso e a mudança de vida dos meus pacientes. Quando você é voluntário, aprende muito mais que ensina. Se eu pudesse não sairia daqui nunca mais". A assistente social coordenadora da ONG Moradia e Cidadania e funcionária aposentada da Caixa Econômica Federal, Sônia Olimpo, trabalha como voluntária há 19 anos na instituição e confessa se sentir feliz em seu trabalho que beneficias pessoas. A fisioterapeuta faz parte do grupo de cerca de 35 milhões de pessoas que fazem ou já fizeram algum trabalho voluntário no País. É o que aponta a pesquisa da Rede Brasil Voluntário, realizada no segundo semestre do ano passado pelo Ibope Inteligência. No total, foram entrevistadas, em duas etapas, 2.002 pessoas em oito capitais brasileiras, incluindo Fortaleza. A pesquisa foi encomendada com o objetivo de analisar o atual cenário do voluntariado no Brasil, após dez anos da mobilização do Ano Internacional do Voluntário (2001). Em 2011, em todo o mundo, por iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), foi comemorada década do serviço voluntário. Além de fazer parte desse grupo que ajuda o próximo pelo prazer de fazer o bem, Patrícia Foggio também se encaixa entre os 67% dos entrevistados que prestam serviço voluntário e também trabalha fora de casa. Segundo a pesquisa, 51% dos entrevistados cumprem a jornada integral, ou seja, trabalham manhã e tarde e somente 14% atuam fora meio período. Outros 6% trabalham em casa, 7% só estudam e apenas 3% não trabalham.O Ibope aponta também que destes, cerca de 15 milhões de pessoas, exercem alguma atividade voluntária no momento e 14% (aproximadamente de 20 milhões) não. Segundo o estudo, o serviço voluntário é exercido, em média, há cinco anos. Os mais jovens, de 16 a 29 anos, exercem o voluntariado há menos tempo, 3,2 anos, e os de 30 a 49 anos há mais tempo, 5,4 anos. Dos voluntários que, atualmente, exercem alguma atividade, 54% fazem com uma frequência definida e 46% realizam sem uma frequência definida. Em média, os voluntários dedicam 4,6 horas ao serviço.