Esse número representa um aumento de 74% das mortes em relação a igual período de 2011, quando 43 pessoas perderam a vida. Segundo o coordenador da Polícia Rodoviária Estadual, Coronel Túlio Studart, nos meses de dezembro e janeiro, o volume médio de carros por dia nas CEs aumenta cerca de 40 %. Ele explica que, fora da alta estação, o tráfego de veículos nas três principais rodovias estaduais, CE 040, CE 085 e CE 060, gira em torno de 100 mil por dia. Já durante os meses de dezembro e janeiro, esta quantidade passa para 140 mil.
Perigo: De acordo com Studart, outra explicação para o crescimento das mortes nas estradas é que a grande maioria dos acidentes envolve motocicletas, veículos mais vulneráveis. "Por conta disso, o resultado de acidentes com maiores fatalidades. Além disso, grande parte dos condutores circula sem capacetes, ou seja, não cumpre as leis e é imprudente", explica o coronel. Por outro lado, Studart enfatiza que, se não fosse a fiscalização efetiva da PRE, a situação poderia ser muito pior. Ele ressalta que, em 2010, o órgão realizava, em parceria com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-CE), cinco blitze diárias na Capital e Região Metropolitana. Porém, durante todo o ano passado, existiam 11 pontos de fiscalização. Assim, o número de multas e apreensões cresceu. A operação resultou na apreensão de 10.774 carros, motos e motocicletas, em 2011, um aumento de 1.106,68% em relação a 2010, quando a PRE apreendeu apenas 868 veículos, a maioria, segundo o comandante da PRE, não habilitados ou com veículos não licenciados. A fiscalização também resultou na ampliação da quantidade de multas. Enquanto em 2010 o órgão registrou 45.580 notificações, em 2011 foram 100.790, o que representa um crescimento de 121,13%. Conforme Túlio Studart, o mesmo vale para os motoristas notificados pela Lei Seca. Em 2010, foram flagrados 469 condutores dirigindo alcoolizados, enquanto em 2011, a PRE registrou 2. 205 casos, o que equivale a um aumento de 370,15%. "Apesar da intensa fiscalização, de nada adianta todo o trabalho, se não houver uma mudança de comportamento. É necessário que cada motorista tenha consciência e não ultrapasse em locais não permitidos, não ingiram bebida alcoólica e andem de capacete", ressalta.
Diário do Nordeste