
Aliados do presidente Lula (PT) decidiram não enviar uma mensagem para modificar a proposta de meta fiscal de 2024, ganhando mais tempo para convencer o governo a adiar a flexibilização da meta.
Atualmente, o governo busca eliminar o déficit primário já no próximo ano, mas essa medida enfrenta resistência.
Uma alternativa discutida é estabelecer uma meta com um déficit de 0,5% do PIB.
O governo planeja reuniões com parlamentares para desbloquear propostas que possam gerar receita.
A votação do relatório preliminar da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) está agendada para esta terça-feira, quando será definido o prazo para a apresentação de emendas.
A estratégia visa ganhar mais tempo para analisar as projeções para o próximo ano.
O presidente Lula reconheceu a dificuldade de atingir a meta de déficit zero e concordou em adiar a flexibilização da meta, se necessário.
A disputa interna no governo entre Rui Costa e Fernando Haddad reflete diferentes visões sobre a política econômica, com Costa defendendo a apresentação de uma emenda modificativa de autoria do presidente e Haddad recomendando a manutenção da meta de déficit zero como objetivo.
Uma ala do governo sugeriu aguardar até março do próximo ano para obter uma avaliação mais precisa do déficit.