
O Exército Brasileiro aprovou a promoção da coronel médica Cláudia Lima Gusmão Cacho à patente de general, em votação secreta do Alto-Comando, e encaminhou o nome ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para confirmação. A decisão foi tomada nesta semana, em Brasília, e marca a escolha da primeira mulher a alcançar o posto de oficial-general na história da instituição, que existe há quase quatro séculos. A medida ocorre após décadas de ampliação gradual da presença feminina nas Forças Armadas.
Caso o presidente oficialize a promoção por decreto, a militar se tornará a primeira mulher a integrar o generalato do Exército Brasileiro. Historicamente, o chefe do Executivo costuma acatar as indicações feitas pelo Alto-Comando para ascensão aos postos mais altos da carreira.
Natural de Recife, em Pernambuco, Cláudia Gusmão tem 57 anos, é médica pediatra e ingressou na Força em 30 de janeiro de 1996. Desde então, construiu a trajetória na área de saúde militar.
A oficial comandou unidades estratégicas do sistema de saúde da instituição. Entre as funções exercidas estão a direção do Hospital de Guarnição de Natal, no Rio Grande do Norte, e do Hospital Militar de Área de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Ambas as unidades atendem militares e seus dependentes.
A promoção representa a quebra de uma barreira histórica. O Exército passou a admitir mulheres em seus quadros permanentes apenas a partir da década de 1990. Desde então, a presença feminina avançou gradualmente, inclusive em cargos de chefia.
A indicação ocorre em um contexto de ampliação da participação das mulheres nas Forças Armadas. Nos últimos anos, elas passaram a ocupar espaços em diferentes áreas, como saúde, logística e setores administrativos, além de funções de comando.
Com a eventual confirmação presidencial, o Exército consolida um marco institucional e reforça o processo de diversificação interna iniciado há mais de três décadas.