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Mercadante anuncia programa de alfabetização de crianças de até oito anos de idade.

Mercadante anuncia programa de alfabetização de crianças de até oito anos de idade.

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
25/01/2012 às 09h19 Atualizada em 25/01/2012 às 09h19
Mercadante anuncia programa de alfabetização de crianças de até oito anos de idade.
Foto: Reprodução
“Temos de ter consciência que se uma criança não aprende a ler e a escrever até no máximo oito anos de idade, todo o processo de aprendizado no futuro fica comprometido. O custo, depois, de você recuperar pedagogicamente é muito alto e o risco é muito grande. Nós perdemos essa criança e ela simplesmente abandonará a escola. Então nós vamos dar uma ênfase especial na alfabetização: as melhores salas de aula”, afirmou.Mercadante também anunciou um programa de ensino para a área rural, que ele chamou de "Pronacampo", com materiais educativos ligados à realidade da população que vive no campo. “Você não pode levar, com material didático, para uma criança ou jovem que mora no campo, por exemplo, o ambiente cultural da cidade. Você tem de respeitar os valores, a especificidade. Você tem que dialogar, valorizar essa cultura”, afirmou.De acordo com interlocutores do ministério, as duas iniciativas foram formuladas durante a gestão do antecessor de Mercadante, Fernando Haddad, que saiu do cargo para disputar a Prefeitura de São Paulo."Residência" de professoresOutra proposta do novo ministro é incentivar uma espécie de “residência” aos professores que estão em fase final da formação na licenciatura. Assim como os médicos, Mercadante irá propor que os professores atuem mais em salas de aula. “Estes jovens da licenciatura precisam fazer uma residência na escola. Tem que formar o professor e só se forma colocando a mão na massa na sala de aula”, destacou.Mesmo sem detalhar um porcentual, Mercadante destacou que defenderá um diálogo no Congresso Nacional para que parte dos lucros dos royalties do petróleo produzida nos campos do pré-sal deverá ser destinada à educação.Enem 2011O ministro não quis comentar a decisão do Tribunal Regional do Recife de suspender a liminar que permitia que todos os candidatos vissem as redações do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2011 corrigidas. Ele, no entanto, defende o exame como um “instrumento de acesso democrático e republicano” ao ensino superior.“Sobre os desdobramentos imediatos do MEC só depois que eu conversar com todas as áreas e ter uma visão bem clara. Agora, é muito importante que a gente abra um diálogo bem claro, para aperfeiçoar, para que a gente possa ter política cada vez mais cuidadosa e ver melhores formas de aplicação da prova”, afirmou.

Uol Notícias/ Educação