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Jovens denunciam agressão e racismo em casa de shows de Fortaleza

A dupla registrou boletim de ocorrência após as agressões; Lesões impediram que trabalhassem, resultando em dificuldades financeiras

02/12/2023 às 07h45
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Dois jovens, Davi Sales (24 anos), e Gabriel Cruz (23 anos), relatam terem sido vítimas de agressão física e verbal por seguranças da casa de shows Samba do Vila, localizada no bairro Varjota, em Fortaleza. 

O incidente que ocorreu em 1º de julho deste ano, após os amigos participarem de um torneio de beach tennis. Eles alegam ter sido discriminados desde a chegada, quando foram proibidos de entrar com uma bolsa contendo equipamentos esportivos.

Após pagar o ingresso, a situação teria se agravado quando Gabriel, ao molhar a blusa, foi repreendido pelos seguranças. O conflito resultou na expulsão dos jovens, acompanhada de ofensas racistas. Davi e Gabriel registraram boletim de ocorrência após serem agredidos, com lesões que os impediram de trabalhar, gerando dificuldades financeiras.

A defesa dos jovens acusa o Samba do Vila de não colaborar com as investigações, recusando-se a fornecer imagens do circuito externo. O estabelecimento nega as acusações, alegando para O POVO que os clientes agrediram os seguranças e que colaboraram com as autoridades. 

O caso, em trâmite desde julho, aguarda reagendamento da primeira audiência para 2024 devido a falhas na notificação com o estabelecimento.

A espera tem afligido os jovens. “Hoje eu não consigo passar pela rua [onde fica o Samba do Vila]. Toda vida que eu passo por lá eu lembro da cena e não consigo passar. Foi muito humilhante o que eles fizeram”, relata Davi.

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