Por: Thiago Rodrigues
27/01/2012 às 09h49 Atualizada em 21/03/2020 às 10h28
O Ceará é um celeiro de bancos comunitários. No Estado, a primeira instituição deste tipo surgiu em 1998, o Banco Palmas, que é também o pioneiro no Brasil. Hoje, 52,23% dos bancos comunitários no País estão no Ceará. São 35 entre 67. A concentração é grande. O segundo estado em emissão de moedas sociais é São Paulo, com apenas cinco instituições. Durante seis anos, o Palmas foi o único. Em 2004, surgiu o segundo, o Banco Paracuru.
Em 2011, o Palmas atendeu diretamente cerca de 10 mil famílias por meio de 5.300 operações de créditos, sendo 3.126 para as beneficiárias do Bolsa família. Foram 2.211 microsseguros vendidos, 2.700 contas correntes abertas, 37.166 pagamentos do Bolsa Família na comunidade do Conjunto Palmeiras, 510 mil operações de atendimento do correspondente bancário e 2.355 visitas de acompanhamento socioprodutivo às mulheres do Projeto Elas. Mais de mil famílias participaram das oficinas sobre educação financeira. E 2.230 jovens foram capacitados. Quatro inovações tecnológicas foram iniciadas: a biometria para pagamento do Bolsa família, o pagamento por celular, a venda de microsseguro por meio eletrônico e a gestão de toda a carteira de crédito do Instituto Palmas por um software de gestão.
Diário do Nordeste