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Santa Quitéria tem a 1ª apresentação umbandista aberta ao público; grupo Ilê da Oxum são precursores

O intuito da apresentação foi homenagear os reis e rainhas africanos que foram escravizados, o grupo utilizou roupas semelhantes às vestes reais da época

Raflézia Sousa
Por: Raflézia Sousa
15/02/2024 às 16h37 Atualizada em 15/02/2024 às 16h46
Santa Quitéria tem a 1ª apresentação umbandista aberta ao público; grupo Ilê da Oxum são precursores
Foto: Bruno Alves/PMSQ

Pela primeira vez na história de Santa Quitéria, os festejos de carnaval contaram com uma apresentação aberta ao público da comunidade umbandista, do grupo Ilê da Oxum, existente há 12 anos. O tema da apresentação foi “O Sagrado Feminino - O grito das excluídas ecoou”, com 30 participantes. O intuito da apresentação foi homenagear os reis e rainhas africanos que foram escravizados, o grupo utilizou roupas semelhantes às vestes reais da época.

Sobre como a apresentação foi recebida pelo público, o babalorixá do Centro de Umbanda Ilê da Oxum e presidente do conselho interno da comunidade umbandista, Hélio Magalhães, comenta: “percebemos que alguns ainda estavam espantados por não saberem do que se tratava, contudo, maravilhados pela beleza e exuberância da apresentação”.

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Com a intenção de resgatar uma cultura que, segundo Hélio, aos poucos está sendo esquecida, ele relata: “tentamos trazer a importância da mulher e da mulher negra, para conscientização de que nossas raízes são fincadas na cultura africana, tendo em vista que o Brasil é um povo formado pela miscigenação de vários povos e o africano é um destes, devemos festejar e homenagear nossos antepassados”.

Para o próximo ano, o grupo pretende se organizar e trazer apresentações maiores.

Saiba mais

A religião Umbanda é afro-brasileira, e suas crenças misturam elementos do candomblé, do espiritismo e do catolicismo. O local em que as cerimônias são realizadas é conhecido como Terreiro, Casa ou Barracão, em que um sacerdote chamado de “pai” ou “mãe” ensina a doutrina aos seus discípulos.

Segundo dados publicados em 2023 pelo II Relatório sobre Intolerância Religiosa: Brasil, América Latina e Caribe, no ano de 2021, foram registrados 244 casos de ataques às religiões de matriz africana, um crescimento de 270% em comparação ao ano anterior. Os casos de intolerância religiosa devem ser denunciados na Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos pelo serviço Disque 100.