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Presidente da CNEN projeta que Itataia iniciará produção de urânio em 5 anos

Comissão Nacional de Energia Nuclear acompanha processo para viabilizar exploração comercial do minério radioativo em Santa Quitéria

27/02/2024 às 08h12
Por: Thiago Rodrigues
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Fernando Martinho/Repórter Brasil
Fernando Martinho/Repórter Brasil

O presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), Francisco Rondinelli Júnior, projetou que a exploração de urânio e fosfato na mina de Itataia, em Santa Quitéria começará em cinco anos. A declaração foi dada em entrevista ao jornal O POVO, em Fortaleza, durante evento preparatório para a 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI).

"A gente espera em um curto prazo iniciar já uma atividade lá (na mina de Itataia) para viabilizar essa exploração. Na minha perspectiva atual, eu diria assim: - No máximo, em cinco anos ela (a usina) estaria já produzindo urânio lá”, estimou Rondinelli. Segundo ele, o Consórcio Santa Quitéria, composto pela INB e Galvani, estão cumprindo todas as exigências do órgão.

“O licenciamento nuclear está avançando rigorosamente dentro das normas e tem também o licenciamento ambiental, que são independentes. Algumas informações são comuns, mas têm que ser apresentadas tanto para o licenciamento ambiental junto ao (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) Ibama quanto para o licenciamento nuclear junto à CNEN e os dois estão caminhando.”

O presidente acrescentou que a estimativa de produção anual é da ordem de 1.200 toneladas anuais e que o início da exploração deve coincidir com a fase final da construção da usina nuclear de Angra 3. “É um potencial grande que Santa Quitéria tem. Junto com a jazida de Caetité (na Bahia), ela vai abastecer Angra 1, Angra 2 e Angra 3 e ainda tem condições de atender outros lugares, dentro do planejamento energético do País. Se houver uma avaliação política no sentido de permitir e viabilizar a exportação desse urânio, tem mercado querendo comprar”, ressaltou.

O investimento visa, ainda, tornar o Ceará um protagonista no agronegócio no País, uma vez que a produção anual projetada é de 1,05 milhão de toneladas de adubos fosfatados e mais 220 mil toneladas de fosfato bicálcico, além de urânio, a ser beneficiado na Europa e retornar ao Brasil como pastilha. No total, R$ 2,3 bilhões devem ser aplicados.

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