Troca de acusações, ironias, apelo à religião, cobrança de promessas descumpridas. Desde o último dia 3 de janeiro, os Estados Unidos vivem em clima de campanha eleitoral. A disputa das prévias republicanas começou há pouco mais de um mês, mas a campanha já tem como alvo o presidente Barack Obama, candidato único a reeleição pelos democratas.
Até junho, prosseguem as prévias republicanas. Embora o resultado possa ser conhecido antes, a oficialização do indicado a concorrer com Obama só se dará em agosto, na convenção do partido. As eleições presidenciais ocorrerão em 6 de novembro. Quatro republicanos prosseguem na disputa. Depois da realização de prévias em quatro estados, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney desponta como favorito, com vitórias em New Hampshire e na Flórida. O ex-presidente da Câmara Newt Gingrich venceu na Carolina do Sul, enquanto o ex-senador Rick Santorum computava uma vitória em Iowa. O deputado Ron Paul seguia sem pontuar. Ontem, foram realizadas prévias nos estados de Maine e Nevada, respectivamente. O resultado deveria ser conhecido nas primeiras horas de hoje. O clima eleitoral nos EUA pode ser sentido de perto pela coordenadora do Observatório das Nacionalidades da Universidade Estadual do Ceará (Uece), professora Mônica Martins, que passou todo o mês de janeiro na Califórnia. "Não vi discussão nas ruas, mas é impressionante a discussão nas universidades, na TV, nos jornais e nas revistas. Já morei nos EUA duas vezes e nunca vi uma eleição tão debatida".
AFP