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Moradores de Macaraú se arriscam e pedem medidas urgentes para uma travessia segura do rio

Um dos maiores receios da população que está ilhada, tem sido no caso de alguém precisar ir ao hospital durante a noite, já que o transporte de pessoas é feito das 4h da madrugada até as 7h da noite

Raflézia Sousa
Por: Raflézia Sousa
19/04/2024 às 11h01 Atualizada em 19/04/2024 às 11h21
Moradores de Macaraú se arriscam e pedem medidas urgentes para uma travessia segura do rio
Júlio Gaúcho/AVSQ

Os moradores do distrito de Macaraú, em Santa Quitéria, têm vivenciado diariamente a preocupação sobre a travessia do rio, que está precária devido ao volume das águas e não possui uma ponte. O acesso para ir a escolas, empregos, hospitais ou levar itens básicos de comércio, está sendo feito unicamente por três canoas. Os canoeiros têm reclamado dos perigos provenientes do acúmulo de matos no rio e da falta de equipamentos de segurança, já que no dia 15 de abril, uma das canoas quase foi levada pela correnteza com estudantes que voltavam para casa.

Um dos maiores receios da população que está ilhada, tem sido no caso de alguém precisar ir ao Hospital durante a noite, já que o transporte de pessoas é feito das 4h da madrugada até as 7h da noite, e após esse período, não é mais possível, por conta da atual falta de iluminação nos postes, o que deixa o trajeto ainda mais perigoso. 

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Está sendo cobrado o valor de R$2 por pessoa para atravessar o rio e os moradores opinam que, por se tratar de um local público, a Prefeitura que deveria pagar. Otalício Catunda comenta: “tem muitas pessoas que não tem aquele dinheirinho pra atravessar, R$2 para quem não tem dinheiro é muito dinheiro”. Já outros habitantes têm tentado fazer o trajeto a pé, por sua conta e risco, mas relatam que em alguns dias, não será mais possível, já que o lodo está se acumulando e em breve deixará a passagem molhada lisa.

Júlio Gaúcho/AVSQ

Esse mesmo problema acontece todos os anos no período das chuvas, e a população macarauense pede a construção de uma ponte, ou pelo menos, a limpeza do rio. O canoeiro Antonio Edberto expressa: ”estamos arriscando a nossa vida e a vida do pessoal né, porque a gente não tem toda a segurança e faz o que a gente pode fazer”. 

Júlio Gaúcho/AVSQ

A professora Aila Magalhães precisa fazer a travessia quatro vezes por dia, já que leciona em Vila Naiara, e afirma que a situação está complicada. Mais uma queixa é sobre a falta de um espaço para aguardar a disponibilidade das canoas, já que quando dá meio-dia, apenas uma parte do rio fica na sombra, deixando quem aguarda do outro lado, exposto ao sol de altas temperaturas.

Júlio Gaúcho/AVSQ