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Suspeitos de praticar fraudes com os nomes da vice-governadora e de senadora do Ceará são presos

Quadrilha tinha como alvo autoridades políticas. No Ceará, as vítimas foram Jade Romero e Augusta Brito

13/05/2024 às 13h59
Por: Josyvânia Monteiro Fonte: Diario do Nordeste
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Foto: Divulgação / Isamel Soares; Kid Junior
Foto: Divulgação / Isamel Soares; Kid Junior

Uma quadrilha que praticou fraudes com os nomes e as imagens da vice-governadora (governadora em exercício) do Ceará, Jade Romero, e da senadora Augusta Brito foi desarticulada na Operação O Clone, da Polícia Civil do Ceará (PCCE), divulgada nesta segunda-feira (13). Dois suspeitos foram presos no Estado do Maranhão.

Além dos dois mandados de prisão preventiva, policiais civis do Ceará, Maranhão e Piauí também cumpriram nove mandados de busca e apreensão - todos na cidade maranhense de Timon. A Justiça Estadual também determinou o bloqueio judicial de R$ 1 milhão.

"Eles se utilizavam da imagem de uma autoridade política para criar um WhatsApp falso e a partir daí entravam em contato com associações beneficentes, com prefeituras, com parlamentares, né? Justamente se passando pela autoridade pública e oferecendo para o encaminhamento de alguma doação, de algum item, alguma carga para esse município ou associação. O golpe estava no momento de pedir o pagamento do frete dessa suposta 'carga'", explicou Alan Araújo, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos.

Segundo o balanço da operação, uma mulher identificada já foi detida, mas outro homem, apontado como um dos principais responsáveis pelo crime, continua foragido.

"A operação visou desarticular um grupo criminoso responsável por fraudes eletrônicas por meio da utilização do nome e da imagem de autoridades políticas como vítimas nos estados do Ceará, Acre, Bahia, Alagoas, Tocantins, Minas Gerais e Mato Grosso", segundo a PCCE.

No Ceará, os alvos das fraudes foram a governadora em exercício Jade Romero e a senadora Augusta Brito, que tiveram os nomes e as imagens utilizadas pelos criminosos. Algumas prefeituras e associações chegaram a efetuar pagamentos por Pix de mais de R$ 2,5 mil. 

Os suspeitos presos foram uma mulher de 30 anos e um homem de 22 anos, que não tiveram a identidade revelada. Também foram apreendidos dispositivos eletrônicos e 434 gramas de pasta base de cocaína. Eles devem responder por crime de associação criminosa, estelionato qualificado majorado, que é o crime de fraude eletrônica.

A Operação O Clone foi deflagrada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), da PCCE, com apoio da Policia Civil do Estado do Maranhão (PCMA) e da Polícia Civil do Estado do Piauí (PCPI). Detalhes dos trabalhos policiais serão divulgados em coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (13), às 11h, no Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), em Fortaleza.

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