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Ex-namorado de jovem atingida por soda cáustica planejou crime pelo celular e de dentro da prisão, diz MP

Atual companheira do homem assumiu ataque. Mensagens no telefone dela indicaram que preso a convenceu a cometer o crime. Defesa nega que ele tentou matar a vítima.

07/07/2024 às 15h46
Por: Josyvânia Monteiro Fonte: G1
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O ex-namorado de Isabelly Aparecida Ferreira Moro, jovem atacada com soda cáustica, planejou o crime pelo celular e de dentro do presídio, segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR). Marlon Ferreira Neves, de 28 anos, estava preso por outros delitos quando o crime aconteceu.

Mesmo dentro da cadeia, ele teria ordenado a atual companheira, Débora Custódio, a matar Isabelly, de 22 anos, com quem teve um relacionamento.

O ataque contra Isabelly foi em uma rua de Jacarezinho, no Norte Pioneiro do Paraná, em maio. A vítima ia para academia quando foi atingida. Ela ficou internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Débora Custódio foi presa pela Polícia Militar do Paraná (PM-PR) dois dias após o ataque.

Segundo o MP, Débora trocou mensagens com Marlon, que foi denunciado e virou réu por tentativa de homicídio. A defesa disse que vai recorrer da decisão.

Segundo o Ministério Público, após a análise dos dados extraídos do celular de Débora, foi possível descobrir que o detento planejou o crime.

"Eles conversam sobre o disfarce, sobre a peruca, sobre a roupa, como ela iria se esconder depois que praticasse o crime. Ele exerce uma pressão nela para cometer o crime. Em alguns momentos, ela diz que não vai fazer, chega a recuar na prática do crime, mas ele determina que ela faça", disse a delegada Caroline Fernandes, responsável pelo caso.

De acordo com o MP, a acusada chegou a estudar a rotina da vítima para surpreendê-la. As investigações apontaram que áudios armazenados do celular de Débora indicam a motivação do crime e que o homem tinha "verdadeiro domínio do fato criminoso", conforme o MP.

Por meio de nota, os advogados Jean Campos e Laís Vieira, responsáveis pela defesa de Débora Custódio, afirmam que a cliente agiu "sob coação, executando o crime por medo e temor, sem ter outra alternativa".

O advogado Igor Ogar, que defende o acusado, disse que o cliente não cometeu tentativa de homicídio, e, por isso, "não pode responder por algo além do que praticou, pois não existe nada que prove dolo na sua conduta".

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