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Criança de oito anos é atropelada e arremessada por carro e motorista não presta socorro

Conforme relatado, a criança atravessava a rua para brincar com um amigo, que estava do outro lado

11/07/2024 às 13h20
Por: Raflézia Sousa Fonte: Portal GCMAIS
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Reprodução
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Uma criança de oito anos de idade foi atropelada por um motorista em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), e o ocupante do carro se negou a prestar socorro após o ocorrido. O menino ficou ferido, relatando problema na visão, e teve que ser hospitalizado.

A ação foi filmada por uma câmera de segurança instalada nas proximidades. Nas imagens, é possível ver o momento em que a criança corre e o carro passa, atravessando a rua, tendo sido arremessado pelo veículo. Segundo a mãe da criança, a pessoa que estava no banco do passageiro ainda chegou a sair do carro, mas para brigar com a família do garoto, por ele ter passado na frente do carro, sem perguntar como estava a vítima.

O caso ocorreu no bairro Cigana. Conforme relatado, a criança atravessava a rua para brincar com um amigo, do outro lado. Após o acidente, o menino foi correndo na direção da mãe, gritando: “eu estou vesgo, mamãe, eu estou vesgo”, dizendo ainda estar com muita dor de cabeça.

“Foi questão de segundos, o pessoal chegou me chamando, gritando que meu filho tinha sido atropelado”, relata a mãe, que falou com a equipe de reportagem da TV Cidade Fortaleza e preferiu não ser identificada. “Quando eu saio para ver a situação, ele já estava vindo ao meu encontro e chorando, gritando muito que estava com muita dor de cabeça. No momento da situação eu só queria socorrer o meu filho, queria um carro para levar o meu filho e a pessoa que atropelou o meu filho simplesmente não desceu do carro, não prestou nenhum socorro, pelo contrário.”

A mãe conta que agora quer que a Justiça apure o caso, já que o homem não desceu do carro para ajudar, atitude que pode ser caracterizada como crime de omissão de socorro.

Ela diz ainda que uma mulher que também estava dentro do carro chegou a descer, mas não para saber como estava a criança ou para amparar a família após o incidente, mas para iniciar uma briga. “Veio até mim falando horrores comigo e com a criança, naquela situação que a criança se encontrava debilitada. Eu não sabia nem o que aconteceu com a criança, em nenhum momento falou ‘mãe, quer que eu leve seu filho no hospital, vou dar uma assistência’? Não, em nenhum momento. Ela só sabia gritar com a criança e brigar com a criança, simplesmente virou as costas e foi embora.”

Foi feito um boletim de ocorrência, em uma delegacia, relatando o ocorrido. Com isso, agora a família aguarda os procedimentos legais para localizar o suspeito – em meio ao alvoroço, não foi possível anotar sequer a placa do veículo. 

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