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Metade dos lares brasileiros compram remédio sem receita; saiba os riscos

Nos últimos 12 meses, prática movimentou US$ 3,2 bilhões no país, conforme pesquisa da Kantar

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues Fonte: O Tempo
30/07/2024 às 10h15
Metade dos lares brasileiros compram remédio sem receita; saiba os riscos
Agência Brasil

Quase metade dos domicílios brasileiros têm o hábito de comprar remédios sem receita médica. Pesquisa feita pela Kantar mostrou que 42 milhões, dentre os 90,3 lares brasileiros, adotam a prática que movimentou, segundo o estudo, US$ 3,2 bilhões no mercado nos últimos 12 meses, conforme o levantamento. 

O estudo identificou que, no Brasil, as pessoas com mais de 40 anos, pertencentes às classes A e B e sem filhos, são os que mais compram medicamentos sem prescrição.  

Multivitaminas e antigripais são os mais utilizados no país e, segundo a Kantar, ocupam 43% do total de fármacos adquiridos espontaneamente. “Esse comportamento de consumo, inclusive, se equipara ao de países campeões de compra na categoria dos remédios sem receita, como Equador e Colômbia”, informa a empresa voltada às pesquisas de mercado. 

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Para se ter uma dimensão do gasto com os remédios sem receita, as compras nas farmácias só ficam atrás das vendas de produtos de higiene e beleza, aponta o estudo. Os brasileiros também compram em canais online. De acordo com a Kantar, o Equador é o país em que a população mais gasta para ter acesso a medicamentos sem prescrição, com 75% da população comprando multivitaminas. 

Apesar de ser um hábito e garantir um alívio imediato de sintomas, a automedicação sem receituário clínico pode trazer consequências graves, de acordo com o Ministério da Saúde. A pasta alerta que o costume pode acarretar o agravamento de uma doença, por exemplo.

O Ministério ainda exemplifica que outra preocupação em relação ao uso do remédio refere-se à combinação inadequada. “Neste caso, o uso de um medicamento pode anular ou potencializar o efeito do outro. O uso de remédios de maneira incorreta ou irracional pode trazer, ainda, consequências como: reações alérgicas, dependência e até a morte”, complementa a pasta.