
A Secretaria de Educação de Santa Quitéria divulgou uma nota, em resposta a matéria publicada no A Voz de Santa Quitéria que tratava do pronunciamento do deputado estadual Missias do MST (PT). O deputado mencionou na Assembleia Legislativa, que alunos residentes no assentamento Roseli Nunes (Pintada) estão sendo prejudicados pela falta de transporte escolar, o que impede de frequentarem às aulas.
Segundo Eliane Maciel, titular da pasta, está marcado para sábado (10/08), um encontro com lideranças do assentamento, com objetivo de buscar uma solução para a situação, permitindo que os jovens possam utilizar uma estrada segura e assim retomar os estudos.
A escola que atendia os alunos no próprio assentamento foi desativada em 2014 devido ao modelo de ensino multisseriado, tendo sido nucleada para o Valparaíso, na escola Benedita Albuquerque, que fica a 13 quilômetros.
Em relação a estrada, conforme o texto, foram feitas tentativas de melhoria em um acesso alternativo para garantir o transporte escolar, porém, engenheiros e maquinistas foram impedidos de realizar as obras pela comunidade, que se opõe à abertura de uma nova estrada.
A Secretaria de Educação de Santa Quitéria (SME) informa que a Escola Santa Nazaré, localizada no assentamento Roseli Nunes (Pintada), está desativada desde 2014 devido ao reduzido número de matrículas. Os 18 alunos dessa comunidade passaram a estudar na Escola Benedita Albuquerque, no Assentamento Valparaíso, a uma distância de 13 km de suas residências, com o Município disponibilizando transporte escolar para esses alunos.
Em maio deste ano, durante uma reunião com a comunidade escolar e os técnicos da SME, e no contexto da intensa quantidade de chuvas, foi firmada uma pactuação para reutilização, de forma temporária, do prédio Escola Santa Nazaré - que está desativada.
Com o início do período letivo 2024.2, e conforme combinado com a comunidade escolar, os estudantes que residem no Assentamento Pintada deveriam voltar a assistir as aulas na Escola Benedita Albuquerque, no entanto, essa retomada foi impossibilitada em razão do acesso à escola. Diante dessa situação, os técnicos da Secretaria de Obras foram ao local para avaliar as condições desse acesso e constataram que a rota utilizada, que passa por uma barreira de açude, não oferecia a devida segurança para o tráfego do transporte escolar, razão pela qual se optou pela utilização de outra rota.
Ocorre que, ao tentar realizar melhorias nesse segundo acesso, os engenheiros e maquinistas que faziam os serviços de melhorias na estrada foram impedidos, pela comunidade local, sob a liderança do presidente do assentamento Pintada, Gleidson Rodrigues, de dar continuidade ao serviço, fato que vem prejudicando o tráfego dos alunos para acesso à escola. Segundo o Sr. Gleidson Rodrigues, a comunidade não concorda com a abertura da estrada.
Diante do impasse, a Secretária de Educação, Eliane Maciel, informa que há um encontro marcado para este sábado (10/08), com as lideranças locais dos assentamentos, com o objetivo de, através do diálogo, resolver a situação e permitir que os alunos do Assentamento de Pintada possam trafegar em uma estrada segura e retomar suas aulas.