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Loja de joias é investigada por sonegação e tem R$ 2,6 milhões em mercadorias apreendidas

A loja emitia um número de notas fiscais inferior ao volume real de mercadorias comercializadas, e as máquinas de pagamento estavam registradas nos CPFs dos sócios

Raflézia Sousa
Por: Raflézia Sousa Fonte: G1 Ceará
01/05/2025 às 08h12
Loja de joias é investigada por sonegação e tem R$ 2,6 milhões em mercadorias apreendidas
Divulgação

Uma loja especializada no comércio de joias foi alvo na última terça-feira (29) da operação "Raio-X", realizada pela Secretaria da Fazenda do Ceará (Sefaz-CE) e Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira), sob suspeita de sonegação de impostos. Durante a ação, foram apreendidas mercadorias avaliadas em mais de R$ 2,6 milhões.

O processo corre em sigilo, e o nome da loja não foi divulgado. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão: um em um ponto comercial localizado em um shopping de grande circulação em Fortaleza, cujo nome também não foi revelado, e os outros três nas residências dos investigados.

Segundo o secretário da Fazenda do Ceará, Fabrízio Gomes, um dos indícios que chamou atenção foi o fato de as máquinas de pagamento estarem cadastradas nos CPFs dos sócios, em vez de no CNPJ da empresa — o que pode indicar tentativa de ocultar receitas.

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Também foi identificado um volume de emissão de notas fiscais inferior ao total real de mercadorias comercializadas.

“Nos últimos dois anos, foram emitidos pouco mais de R$ 800 mil em notas fiscais contra mais de R$ 2,6 milhões em mercadorias apreendidas", destacou.
Suspeitas de fraude fiscal estruturada

A investigação começou após o setor de Execuções Fiscais Estratégicas da PGE identificar cobranças fiscais contra a empresa, sem que houvesse patrimônio disponível para quitar as dívidas. Além disso, foi proposta uma ação de inventário negativo após o falecimento da matriarca do grupo empresarial, sob a alegação de que ela não deixou bens para seus herdeiros.

Durante a investigação, aumentaram as suspeitas de fraude fiscal estruturada, por conta da criação de um grupo econômico de administração familiar destinado à ocultação de patrimônio e blindagem de bens.