22°C 37°C
Santa Quitéria, CE
Publicidade

Policial é preso ao tentar embarcar em voo após comprar passagem com CPF de homem morto, em Fortaleza

Ele foi preso em flagrante no aeroporto, mas liberado pois a Justiça considerou que ele não oferece riscos à sociedade.

Rita de Cássia
Por: Rita de Cássia Fonte: G1 Ceará
30/08/2025 às 07h53
Policial é preso ao tentar embarcar em voo após comprar passagem com CPF de homem morto, em Fortaleza
Foto: Reprodução

O soldado da Polícia Militar Raul dos Santos Gonçalves foi preso em flagrante no Aeroporto Pinto Martins, em Fortaleza. Ele tentou embarcar em um voo para Guarulhos usando uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) com nome e CPF de outras pessoas. A passagem, inclusive, foi comprada com outra CNH adulterada. Esta, com o CPF de um homem morto.

O caso aconteceu no último dia 15 de agosto, e o g1 teve acesso ao alvará de soltura do militar nesta sexta-feira (29). Ele foi preso em flagrante no aeroporto, mas liberado pois a Justiça considerou que ele não oferece riscos à sociedade.

Continua após a publicidade
Anúncio

Em nota, a defesa do policial disse que ele comprou as passagens através de propaganda de tráfego pago que viu no instagram sobre passagens aéreas com desconto em uma página de nome "Play Passagens"

O policial tentava viajar para Foz do Iguaçu, mas com uma parada em Guarulhos, em São Paulo. Ele estava acompanhado de duas mulheres: a namorada, que ficou no aeroporto com ele; e uma amiga do casal, que embarcou com destino a Guarulhos.

No embarque, ele apresentou uma captura de tela (print) de uma CNH com o nome “Valter Ancacleto dos Santos”. No entanto, uma funcionária da companhia aérea já aguardava o passageiro pois havia a desconfiança que não se tratava da mesma pessoa.

A desconfiança surgiu pois o sistema da empresa identificou que a compra foi feita com o CPF de um terceiro homem (que constou como “titular morto”). Ou seja, na compra e na hora do embarque, foram apresentadas duas CNHs adulteradas, com nomes e CPFs de outras pessoas.

Devido à situação, a Polícia Federal foi acionada. Em depoimento, a funcionária da companhia disse que o policial respondia quando ela o tratava como “Valter”. Após apresentar a captura de tela, a mulher solicitou o documento na versão digital, mas ele afirmou que não teria como acessar o documento, pois estava em outro celular, descarregado; e ele também não estava em posse da versão física da CNH.

Após a chegada da Polícia Federal, no entanto, Raul apresentou a CNH verdadeira, que realmente pertence a ele. O policial argumentou que teria comprado as passagens aéreas de um amigo, e pagado via Pix. Porém, ele disse não saber a procedência das passagens e negou saber que as passagens estavam no nome de outra pessoa — que está morta.

A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) tomou conhecimento do caso e abriu uma investigação contra o policial.

Ele foi preso em flagrante, autuado por uso de documento falso e por falsificação de documento particular.