
Um cidadão polonês de 45 anos, procurado pela Interpol, foi preso em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza, após ser suspeito de agredir verbal e fisicamente a noiva, uma mulher boliviana da mesma idade, na madrugada do Natal, em 25 de dezembro. Após a detenção, as forças de segurança confirmaram que o nome do homem constava na lista de Alerta Vermelho da organização internacional.
O suspeito foi identificado como Torzecki Zbigniew Marcin. Ele foi conduzido à delegacia após a ocorrência de violência doméstica registrada no bairro Porto das Dunas.
A ocorrência foi atendida por uma equipe do Batalhão de Policiamento Turístico da Polícia Militar do Ceará, acionada para um estabelecimento comercial da região. No local, os agentes constataram indícios de agressões verbais e físicas contra a vítima e realizaram a prisão em flagrante.
O homem foi levado à Delegacia de Polícia Civil de Aquiraz, onde foi autuado por lesão corporal no contexto de violência doméstica. Durante a abordagem, os policiais apreenderam quatro aparelhos celulares.
Após a prisão, o suspeito passou a ser investigado pela Polícia Civil do Ceará, com apoio da Polícia Federal. As autoridades constataram que ele apresentou um documento falso, no qual se identificava como brasileiro, com suposto nascimento em Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza.
Com a confirmação da identidade real, foi verificado que Torzecki Zbigniew Marcin estava na lista de Alerta Vermelho da Interpol desde outubro de 2025.
Segundo as investigações, o polonês é apontado como chefe de um grupo criminoso responsável por crimes contra a ordem financeira e por facilitar a imigração ilegal da Polônia para a Alemanha. As ações teriam ocorrido entre 2020 e 2024, envolvendo pessoas oriundas da África e do Oriente Médio.
O Alerta Vermelho da Interpol é um pedido internacional para localizar e prender provisoriamente pessoas procuradas por crimes graves, com base em mandado judicial do país solicitante. Após os procedimentos legais no Brasil, o suspeito aguarda extradição para a Polônia, onde deverá responder pelos crimes investigados na Europa.