
O jovem Isaías da Costa dos Anjos, de 22 anos, morreu neste domingo (25), duas semanas após ser baleado na cabeça durante uma briga em uma barraca na Praia do Futuro, em Fortaleza. Isaías estava trabalhando como segurança do evento e acabou atingido na cabeça durante o tiroteio que terminou com morte do PM Paulo Henrique de Lima Silva. Os principais suspeitos do crime são dois PMs.
O caso aconteceu na noite do dia 11 de janeiro. Conforme a família de Isaías, o jovem estava trabalhando como freelancer para a barraca Sunrise Beach Club e ajudava na organização da fila e acesso da bilheteria. Ele fazia bicos como segurança, não trabalhava armado e não estava envolvido na confusão que terminou com o tiroteio.
Câmeras de segurança da barraca de praia registraram os momentos anteriores ao tiroteio. O PM assassinado, Paulo Henrique de Lima, estava do lado de fora, na fila para entrar no estabelecimento. Em determinado momento, ele se aproxima de um homem não identificado e os dois parecem se desentender. O homem dá um tapa no rosto de Paulo Henrique e começa uma briga.
Momentos depois da discussão, o policial militar foi morto a tiros, próximo à entrada da barraca. Na confusão, além de Paulo Henrique, foram baleados Isaías e um amigo do policial morto, identificado como Iego Rodrigues de Sousa. Isaías foi atingido na cabeça e foi levado para o hospital Instituto Dr. José Frota (IJF), onde permaneceu até agora.
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil identificou dois policiais como suspeitos do tiroteio. Eles estavam de folga no momento do crime.No dia seguinte ao tiroteio, os dois policiais militares se apresentaram à DHPP, onde foram ouvidos, tiveram as armas apreendidas e foram liberados.
Por meio de nota, a Sunrise Beach Clube lamentou a morte de Isaías e destacou que ele atuava como prestador de serviço para uma empresa de segurança que a barraca contratou. "Nos solidarizamos com familiares e amigos, expressando respeito à sua memória e à dor causada por essa perda irreparável", disse o estabelecimento.
A Secretaria de Segurança Pública do Ceará (SSPDS) afirmou que as investigações continuam no intuito de elucidar o caso.