
A fiação que provocou o choque no catador João Pereira da Cruz, na última sexta-feira (6), já era um problema conhecido e alertado pelos catadores que trabalham no local. Além disso, há anos também era de conhecimento da Enel. Em 2024, equipes da empresa de energia chegaram a visitar o local para fazer um estudo, fizeram medições, mas não deram mais retorno de atualizações do projeto.
Outros choques já ocorreram no mesmo local, mas em menor proporção. No entanto, na manhã de ontem, o fio acabou tocando o pescoço da vítima e arremessando-a de aproximadamente 20 metros de altura. A fiação liga um poste que fica na estrutura do lixão à uma fazenda próxima, mas devido ao acúmulo de lixo, o fio está exposto a apenas 1,5 metros de altura e o poste quase coberto.
O presidente da Associação de Catadores, Carlinhos, afirma que quando o sol está quente, há dificuldades em ver o fio. Ele chegou a denunciar o caso, a Enel foi ao local, mas não deram previsão para resolver o problema. Ele chegou também a avisar a imprensa, mas Enel não tomou providências até o momento.
Em nota, a Enel afirmou que a rede segue todas as conformidades. Desde a tarde de ontem, João se encontra internado no Instituto Doutor José Frota (IJF) em Fortaleza e os catadores cobram uma providência da empresa. Solicitam também que sejam levados para a Central de Resíduos Sólidos, para que seja o novo local de trabalho. No entanto, a obra, que é responsabilidade do Consórcio de Resíduos Sólidos dos Sertões de Crateús, está paralisada em 25%.
Os trabalhadores esperam que o consórcio dê continuidade a essa obra paralisada para que o lixão de Santa Quitéria seja desativado e eles possam sair do local.
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