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Polícia encontra notebook de brasileira desaparecida na Inglaterra, diz família

Apesar do achado, itens como passaporte, cartões e celular continuam sumidos.

Raflézia Sousa
Por: Raflézia Sousa Fonte: G1 Ceará
15/03/2026 às 10h03
Polícia encontra notebook de brasileira desaparecida na Inglaterra, diz família
Foto: Polícia de Essex/Reprodução

A Polícia de Essex, na Inglaterra, encontrou o notebook e a capa protetora (case) da psicóloga cearense Vitória Figueiredo Barreto, de 30 anos, que está desaparecida desde o dia 3 de março. A informação foi repassada ao g1 por um familiar e por uma amiga da brasileira.

Os pertences foram localizados no período da tarde do dia 9 de março, ao lado da bolsa dela, durante varreduras em áreas de campo na região de Brightlingsea, cidade litorânea onde a brasileira pegou uma embarcação antes de sumir.

Apesar da nova descoberta, itens de primeira importância, como o passaporte, o aparelho celular e os cartões de crédito da psicóloga continuam desaparecidos. A Justiça do Ceará determinou a quebra de sigilos bancário e telefônico de Vitória, para ajudar nas investigações do desaparecimento da psicóloga cearense, após pedido da família dela e parecer favorável do Ministério Público do Ceará (MPCE).

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Para a família e os amigos que acompanham as buscas, o achado do computador traz outra perspectiva sobre os passos de Vitória: a suspeita é de que ela tenha abandonado propositalmente o equipamento para não atrapalhar sua mobilidade, guardando nos bolsos da jaqueta apenas o que é essencial para a sua sobrevivência.

Neste sábado (14), familiares da jovem, como a mãe, Gleyz Barreto, o namorado, Janilson, e a amiga Liliane Silva, se dividiram em equipes para realizar buscas ativas, conversar com moradores e distribuir cartazes de boas-vindas para Vitória em áreas como Stoney Hills, Burnham, Tilingham e Southminster.

A comunidade brasileira local em Southend-on-Sea também foi acionada para colocar bandeiras do Brasil em suas janelas, criando pontos de referência seguros caso a psicóloga surja pedindo ajuda.

A família aguarda ainda com expectativa a confirmação de outras possíveis evidências recolhidas, cobrando agilidade das autoridades para a análise de DNA em lencinhos umedecidos encontrados recentemente pelo grupo de busca.

Relembre o caso

O desaparecimento da psicóloga cearense Vitória Barreto Figueiredo na Inglaterra tem mobilizado policiais, voluntários, familiares e a comunidade internacional. Até o momento, as investigações apontam que a brasileira pegou, pelo menos, um ônibus e duas embarcações desde que saiu da Universidade de Essex, na tarde do dia 3 de março - há 11 dias.

Natural de Fortaleza, Vitória está fora do Brasil desde o mês de janeiro, quando participou de um congresso e dois cursos no Marrocos. Em seguida, ela chegou à Inglaterra. A intenção era participar de atividades científicas e tentar um doutorado.

Vitória estava na Inglaterra hospedada na casa de uma amiga brasileira, Liliane. As duas trabalhavam em um projeto de pesquisa na Universidade de Essex, em Colchester, a cerca de 90 km a nordeste de Londres.

No dia de seu desaparecimento, Vitória almoçou com a amiga em um local próximo à universidade. As duas deveriam se reencontrar no fim da tarde, mas a cearense não apareceu.

A psicóloga cearense tem um vasto currículo na área e atuação internacional. Liliane afirma que Vitória, que "sonhava em talvez um dia se tornar aluna" da Universidade de Essex, não estava bem antes do seu desaparecimento.

A Polícia de Essex foi comunicada no dia 4 de março sobre o caso. A mãe e o namorado de Vitória foram até a Inglaterra e acompanham os desdobramentos das investigações.

Itamaraty acompanha o caso

Em nota emitida em 5 de março, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) informou que acompanha o caso por meio do Consulado-Geral do Brasil em Londres. Conforme o órgão, o Consulado mantém contato com autoridades locais e com a família da brasileira, prestando assistência consular.

O Itamaraty informou ainda que a atuação consular segue a legislação brasileira e internacional. Por questões de privacidade, o ministério não divulga detalhes sobre casos individuais de assistência a brasileiros.