
Pouca gente sabe, mas medicamentos são um dos poucos produtos industrializados com preços regulados pelo Governo Federal. O aumento só acontece uma vez por ano (em 2026 será em 1º de abril) e o percentual é determinado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), ligada a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e lev em conta fatores como produtividade, concorrência e o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA).
Funciona assim: o governo estipula um teto máximo de aumento para os medicamentos, gerando assim, o valor máximo de revenda para os consumidores. Para saber qual valor máximo é esse, basta consultar a tabela que consta no site da Anvisa. A tabela está disponível clicando aqui. As farmácias também são obrigadas a disponibilizar revistas especializadas com essa lista para consulta dos consumidores.
A tabela contempla milhares de medicamentos, mas não todos. Remédios feitos em farmácias de manipulação, por exemplo, não têm preço máximo tabelado.
Agora um detalhe importante. Os varejistas não são obrigados a seguir à risca a tabela. Eles podem dar um aumento menor, ou nem aumentar. O que não pode é a farmácia vender com um reajuste acima do Preço Máximo ao Consumidor (PMC), estipulado pelo governo. Se você constatar essa infração, denuncie ao Procon. O que as farmácias e distribuidoras geralmente fazem é aplicar nos remédios com maior demanda, o preço máximo e depois, ao longo do ano, fazer promoções com descontos, para ajustar o mercado.
DE QUANTO SERÁ O AUMENTO
Para 2026 os aumentos máximos permitidos devem variar entre 1,9% e 4,6%. O reajuste médio deve ficar em torno de 3,8%. Se este percentual se confirmar, será um dos menores reajustes médios dos últimos anos. Mas existe alguma estratégia para driblar ou amenizar esse aumento? Sim. E tem a ver com planejamento.