
O reajuste anual dos medicamentos no Brasil deve ficar, em média, em 1,95% a partir de 1º de abril de 2026, conforme estimativa do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma). A variação total dos aumentos pode oscilar entre 1,13% e 3,81%, a depender das categorias de remédios.
A projeção indica que a alta média ficará abaixo da inflação oficial do período, medida pelo IPCA, que acumulou 3,81% em 12 meses, entre março de 2025 e fevereiro de 2026. O cálculo do reajuste segue critérios definidos pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), órgão vinculado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável por estabelecer o teto de preços do setor farmacêutico no país.
Apesar da estimativa, o índice definitivo ainda depende de autorização do Governo Federal. A correção impacta cerca de 13 mil medicamentos e passa a valer oficialmente no início de abril.
Na prática, no entanto, o repasse não ocorre de forma automática. De acordo com o Sindusfarma, fatores como a concorrência entre fabricantes e a oferta de produtos com o mesmo princípio ativo influenciam diretamente os preços praticados no varejo.
“O consumidor deve pesquisar os preços nas farmácias e drogarias antes de comprar o medicamento prescrito. Dependendo da reposição de estoques e das estratégias comerciais dos estabelecimentos, esses aumentos podem demorar meses ou nem acontecer”, orienta Nelson Mussolini, presidente executivo do Sindusfarma.