
A vice-governadora do Ceará, Jade Romero (Sem Partido), respondeu, nesta segunda-feira (30), às declarações do ex-deputado Capitão Wagner (UP) sobre sua possível filiação à federação União Progressista. Durante agenda na Assembleia Legislativa, a gestora negou ter sido utilizada politicamente e classificou as críticas como carregadas de machismo.
A fala ocorre após Wagner afirmar, na última sexta-feira (27), que a movimentação da vice-governadora teria sido articulada pelo ministro Camilo Santana (PT) como o “maior blefe da história da política cearense” antes do fim da janela partidária, prazo que se encerra em 4 de abril.
Em resposta, Jade Romero confirmou que mantém a decisão de se filiar à federação formada por União Brasil e Progressistas, mas ressaltou que o cenário político ainda está em aberto até o fim do prazo. “O juiz ainda não acabou o jogo“, disse, fazendo alegoria ao universo do futebol.
Ela também vinculou sua decisão ao apoio ao governador Elmano de Freitas. “Só entraria na federação se a federação estiver apoiando o nosso governador”, declarou. Segundo Jade, o grupo político atual representa um projeto iniciado por Cid Gomes, consolidado por Camilo Santana e pela ex-governadora Izolda Cela.
Além de rebater as críticas, a vice-governadora acusou adversários de adotar um discurso disfarçado de solidariedade, mas que, segundo ela, reproduz misoginia. Jade afirmou que insinuações de que sua decisão teria sido influenciada por homens desconsideram sua trajetória política.
“Querem dizer que minha decisão foi manobrada por um homem. Isso é misoginia. Eu não sou ponto de referência de homem nenhum. As minhas decisões são minhas“, afirmou.
A gestora também citou episódios anteriores, como a disputa eleitoral de 2022, ao mencionar que outras mulheres na política teriam sido alvo do mesmo tipo de postura.