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Jovem grávida morre e perde bebê após procurar atendimento em hospital por quatro vezes

Mulher de 18 anos começou a se sentir mal no final de março e foi à unidade de saúde por quatro dias seguidos

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues Fonte: G1
08/04/2026 às 00h55
Jovem grávida morre e perde bebê após procurar atendimento em hospital por quatro vezes
Foto: Reprodução

Uma jovem grávida de 18 anos morreu após procurar um hospital de Indaial, em Santa Catarina, por quatro vezes. A bebê também não sobreviveu. Maria Luiza Bogo Lopes estava grávida de 7 meses. O Hospital Beatriz Ramos disse por nota que "o caso está sendo submetido a investigação técnica rigorosa" e que "lamenta profundamente o ocorrido e expressa sua solidariedade à família".

A família relatou que Maria começou a sentir dores em 28 de março, um sábado. Na segunda-feira seguinte, dia 30, ela foi ao Hospital Beatriz Ramos e foi encaminhada à ala da obstetrícia, onde foi medicada, recebeu soro e realizou exames de sangue e urina. Neste caso, o resultado indicou tudo dentro da normalidade.

Porém, no dia seguinte, a jovem continuou se sentindo mal e foi novamente ao mesmo hospital. Ela foi medicada, recebeu soro e fez novos exames. Desta vez, conforme a família, o resultado indicou alterações, de diminuição no número de plaquetas e na urina. Contudo, a unidade decidiu por não interná-la. Segundo a família, a médica de plantão suspeitava que Maria pudesse estar com dengue. Mesmo assim, a paciente foi mandada para casa.

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Em 1º de abril, a jovem teve melhora pela manhã, mas à tarde voltou a ter dor no corpo e febre. Ela foi novamente ao pronto-socorro do Hospital Beatriz Ramos. Conforme a família, ela foi medicada, mas não foram feitos exames. Ficou algumas horas em observação e foi mandada para casa.

No dia 2 de abril, ainda se sentindo mal, a jovem procurou um posto de saúde. A família relatou que a equipe do local se assustou com a aparência apática e cansada da paciente, cheia de manchas roxas pelo corpo. Entretanto, o hospital disse à família que a paciente tinha uma quadro grave de infecção generalizada e que ela e a bebê corriam risco de vida.