
O Complexo Religioso e Cultural Menina Benigna será inaugurado neste sábado (25), no município de Santana do Cariri, no interior do Ceará, incluindo uma estátua de 38 metros de altura. O espaço foi construído em homenagem à Bem-Aventurada Benigna Cardoso da Silva, primeira beata cearense reconhecida pela Igreja Católica.
A estrutura reúne monumento, capela, memorial e áreas voltadas ao acolhimento de visitantes e romeiros. A expectativa é de grande movimentação durante a abertura oficial, que contará com presença de autoridades civis e religiosas.
Um dos principais atrativos do espaço é a estátua dedicada à Menina Benigna. Conforme divulgado pelos organizadores, o monumento possui 38 metros de altura, medida semelhante à do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.
Além da imagem principal, o complexo dispõe de área total entre 48 mil e 50 mil metros quadrados, conforme informações apresentadas durante a preparação da obra.
No local também foram instalados capela, memorial, templo para celebrações campais, estacionamento, jardins, vias de acesso e uma trilha pavimentada conhecida como Caminhos do Martírio.
A inauguração contará com programação cultural e religiosa ao longo deste sábado. Entre as atrações anunciadas estão apresentações do Padre Fábio de Melo e da Irmã Kelly Patrícia.
A cerimônia também deve reunir representantes do Governo do Ceará, integrantes da Igreja Católica e fiéis vindos de diferentes cidades.
Com a inauguração do complexo, Santana do Cariri amplia o roteiro de turismo religioso no interior cearense. A expectativa é de aumento no fluxo de visitantes, especialmente em datas de celebrações católicas e romarias dedicadas à Menina Benigna.
Benigna Cardoso da Silva nasceu em 15 de outubro de 1928, no Sítio Oiti, em Santana do Cariri. Ela morreu em 24 de outubro de 1941, aos 13 anos. Segundo registros históricos da devoção católica, a adolescente foi assassinada após resistir a uma tentativa de violência sexual. O caso fez com que passasse a ser venerada por fiéis como mártir.
Ao longo das décadas, o local onde ocorreu a morte passou a receber visitas, orações e romarias espontâneas, inicialmente marcadas por cruzes, flores e velas deixadas por devotos. O processo de beatificação começou em 2013, quando a Diocese do Crato recebeu autorização do Vaticano para iniciar os trâmites oficiais.
Em 2019, o Papa Francisco reconheceu o martírio de Benigna. Já em outubro de 2022, ocorreu a cerimônia de beatificação, tornando-a oficialmente a primeira beata do Ceará e a quarta mártir brasileira reconhecida pela Igreja Católica.