
A polícia desarticulou laboratórios clandestinos de maconha em Fortaleza durante duas operações realizadas no bairro Cidade dos Funcionários, nos dias 23 e 30 de abril. As ações resultaram na prisão de cinco suspeitos e na apreensão de cerca de dez quilos da droga já prontos para comercialização. A polícia desarticula laboratórios clandestinos de maconha em Fortaleza após investigações que apontaram a existência de estruturas voltadas ao cultivo e preparo da substância em imóveis da região. O caso segue em apuração para identificar outros envolvidos e possíveis conexões com grupos criminosos.
Segundo as investigações, os imóveis funcionavam com alto nível de organização e controle técnico, chamando a atenção das equipes policiais. A atuação começou cerca de um mês antes das prisões, com monitoramento e coleta de informações sobre os locais.
As duas operações foram realizadas em endereços diferentes dentro do mesmo bairro. Em um dos casos, a polícia encontrou uma casa adaptada, com divisão entre área residencial e espaço destinado às atividades ilegais. No outro imóvel, a estrutura era utilizada exclusivamente para a produção da droga.
“Foram duas ações, uma no dia 23 de abril e a segunda no dia 30 de abril. Na primeira ação foi preso um homem de 22 anos com 60 pés de maconha e 2 quilos já embalados para distribuição”, explica o delegado Rodrigo Aurélio.
Ele também detalha o desfecho da segunda ocorrência. “Foram presos quatro homens, com 381 pés de maconha e 8 quilos prontos para comercialização”, afirma.
As investigações revelaram um padrão de produção considerado avançado pelas equipes policiais. Os locais contavam com controle de luz, umidade e temperatura, o que indicava um processo estruturado de cultivo.
“O que chamou a atenção foi o nível de profissionalismo da produção. Tudo com umidade controlada, ar-condicionado funcionando e iluminação bem específica. Eles faziam até a planta ‘dormir’, com 18 horas de luz e 6 horas no escuro”, detalha Rodrigo Aurélio.
De acordo com a Polícia Civil, a polícia desarticula laboratórios clandestinos de maconha em Fortaleza como parte de uma estratégia de combate ao tráfico na capital. Dois dos cinco presos já possuíam antecedentes criminais relacionados ao tráfico de drogas.
As apurações continuam para esclarecer se os dois laboratórios pertencem ao mesmo grupo criminoso ou se fazem parte de uma rede maior. Os investigadores também buscam identificar o destino final da droga apreendida.
“Temos vários elementos que foram colhidos durante esse período. Agora vamos aprofundar essas informações para avançar na investigação”, afirma o delegado.
A polícia não descarta a existência de outros pontos semelhantes em Fortaleza ou em municípios do interior. As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque-Denúncia. Segundo o delegado, a polícia desarticula laboratórios clandestinos de maconha em Fortaleza como forma de reduzir a circulação de entorpecentes na cidade.
“O entorpecente alimenta o crime na sociedade. Por isso, precisamos frear essa circulação”, reforça Rodrigo Aurélio.
As investigações seguem em andamento.