Terça, 26 de Maio de 2026
20°C 32°C
Santa Quitéria, CE
Publicidade

Mulher é presa em flagrante em operação contra rede clandestina de vendas de canetas emagrecedoras em 5 estados

Policiais da Delegacia do Consumidor cumprem, nesta terça-feira (26), 29 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Ceará e Distrito Federal.

Rita de Cássia
Por: Rita de Cássia Fonte: G1 Ceará
26/05/2026 às 09h15
Mulher é presa em flagrante em operação contra rede clandestina de vendas de canetas emagrecedoras em 5 estados
Foto: Reprodução

Uma mulher foi presa em flagrante nesta terça-feira (26), no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, durante uma operação da Polícia Civil contra a venda ilegal de canetas emagrecedoras de procedência desconhecida.

Segundo a Delegacia do Consumidor (Decon), a suspeita foi encontrada em um apartamento com medicamentos armazenados em casa. Ela é investigada por comercializar e manipular as canetas emagrecedoras de forma irregular.

De acordo com o delegado Wellington Vieira, titular de Decon, entre os investigados há profissionais da saúde.

Continua após a publicidade
Anúncio

“Lamentavelmente, médicos que indicam os serviços de venda desse grupo criminoso. Isso é uma infração ética. Por isso, nós vamos fazer contato com o Conselho de Medicina para informar os nomes desses médicos”, afirmou o delegado.

A prisão aconteceu durante a terceira fase da Operação Mounjaro. Os agentes saíram para cumprir 29 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. Ao todo, são 24 endereços no estado do Rio de Janeiro e outros quatro nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Ceará e no Distrito Federal.

Segundo a investigação, iniciada em maio de 2025 após uma denúncia encaminhada à Decon, os produtos eram vendidos fora de farmácias e drogarias licenciadas, em desacordo com normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A Decon afirma que a comercialização ocorria inclusive por redes sociais e envolvia pessoas residentes em outros estados.

A investigação aponta que os medicamentos apreendidos tinham procedência desconhecida e poderiam representar riscos à saúde.

Segundo a polícia, entre os perigos do uso desses produtos estão:

  • aplicação de substâncias diferentes da anunciada;
  • contaminação bacteriológica;
  • quebra da cadeia de refrigeração necessária para conservação;
  • dosagem inadequada sem acompanhamento médico.

A Decon citou um caso investigado pela especializada em que uma pessoa não diabética teria aplicado uma dose elevada de insulina acreditando se tratar de um medicamento para emagrecimento e apresentou um quadro de hipoglicemia.

Ainda segundo os investigadores, o uso irregular dessas substâncias pode provocar efeitos adversos graves, incluindo pancreatite aguda.